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Alemanha

Merkel descarta interromper ingresso de refugiados

Chanceler federal da Alemanha afirma que o país não vai fechar suas fronteiras e repete expressão que já virou slogan de sua política de refugiados: "Nós vamos conseguir".

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Merkel ao lado da apresentadora Anne Will, da emissora ARD

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, defendeu nesta quarta-feira (07/10) a linha adotada por ela na crise dos refugiados e disse que o governo alemão não vai fechar as fronteiras do país.

Em entrevista de uma hora à emissora alemã ARD, Merkel reiterou a expressão que já virou um slogan da política de portas abertas do seu governo: "Nós vamos conseguir".

Sobre a possibilidade de limitar o acolhimento de refugiados, Merkel respondeu com uma pergunta: "E como isso funcionaria? Você não pode fechar a fronteira. Não existe um fim do acolhimento."

Segundo ela, o exemplo da Hungria mostrou que não faz sentido erguer cercas na fronteira. Para a chanceler, também não faz sentido "fazer de conta que depende de nós quantas pessoas irão vir amanhã".

As causas para o elevado número de refugiados estão muito além das fronteiras da Alemanha, declarou Merkel. Para combater essas causas, é necessário melhorar a situação nos abrigos de refugiados na região em torno dos países de origem, argumentou. Além disso, é necessário debater a proteção de fronteiras com a Turquia. "Isso tudo leva mais tempo do que alguns gostariam", comentou a chanceler.

"Eu tenho um plano", disse a chanceler. Mas esse plano não depende apenas dela, acrescentou. A solução passa também pelos demais países europeus. "Alguns fogem da responsabilidade, e isso tem de mudar", afirmou. "Com vontade, é possível alcançar muita coisa", disse.

A postura de portas abertas de Merkel é cada vez mais alvo de críticas dentro de seu próprio partido, a União Democrata Cristã (CDU), e da sua aliada União Social Cristã (CSU). Na entrevista, Merkel minimizou as críticas do presidente da CSU, Horst Seehofer, comentando que ele apenas repete preocupações de muitas pessoas. Ela, porém, está "determinada a não fazer falsas promessas, tanto nas horas fáceis como nas difíceis".

Merkel declarou ainda que a resolução da crise dos refugiados é provavelmente a tarefa mais difícil de um chanceler alemão desde a Reunificação.

AS/ots/dpa/epd

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