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Mundo

Merkel descarta corte da dívida grega

Na véspera da reabertura dos bancos na Grécia, líder alemã diz que negociações de novo pacote de ajuda serão "duras", mas admite alívios para Atenas após avaliação do cumprimento das medidas exigidas pelos credores.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, reiterou neste domingo (19/07) sua oposição a um corte da dívida grega, afirmando que a prática não deve ocorrer "na união monetária".

Em entrevista à televisão pública alemã ARD, a chanceler alemã se declarou, porém, disposta a aceitar eventuais novos alívios financeiros a Atenas, mas somente após uma primeira avaliação da implementação do novo programa de ajuda financeira, que está para ser negociado.

Nesta segunda-feira, o governo grego reabre os bancos do país, fechados há três semanas, e coloca em vigor as primeiras medidas previstas em acordo com credores.

"Não deve haver um corte no sentido clássico dentro da união monetária, ou seja, a redução de 30% a 40% da dívida", ressaltou Merkel. "Já foi dado um alívio à Grécia. Tivemos uma redução da dívida voluntária por parte dos credores privados e, então, estendemos os prazos e reduzimos os juros", disse a líder alemã.

A chefe de governo afirmou que as negociações que começarão dentro de algumas semanas serão "duras" e lamentou que os governos gregos até agora não tenham implementado reformas que já haviam sido pedidas em 2010, quando foi acordado o primeiro pacote de resgate.

Merkel também deu por encerrada a polêmica em torno de uma possível saída temporária da Grécia da zona do euro e descartou a demissão de seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble.

"A saída da Grécia da zona do euro esteve em pauta, mas optamos por outra solução. O que conta agora é o resultado das negociações. Os membros da zona do euro concordaram em negociar com a Grécia um novo pacote de ajuda. E é isso o que devemos fazer agora", ressaltou a chanceler.

Abertura de bancos e aumento de impostos

Os bancos gregos, fechados desde 29 de junho, reabrirão nesta segunda-feira depois de três semanas fechados, sendo que os saques de dinheiro e as compras com cartões de crédito serão flexibilizados. Merkel afirmou que, por isso, o governo grego tem que se apressar. "Não é uma vida normal, por isso, teremos que negociar rapidamente", sublinhou a chanceler.

A abertura cautelosa dos bancos e o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), afetando preços de restaurantes, energia, alimentos básicos e do transporte público, destinam-se a restaurar a confiança no governo grego dentro e fora do país, depois que um acordo entre Atenas e a União Europeia evitou a bancarrota grega.

Os aumentos de impostos são as primeiras de uma série de medidas exigidas pelos credores, muitos dos quais chegaram a manifestar dúvidas de que o governo grego cumpra suas promessas

Os gregos poderão retirar 420 euros por semana em vez da cota diária de 60 euros, evitando que os clientes tenham que ir todos os dias aos caixas automáticos. O controle de capitais, entretanto, continua.

MD/afp/efe/lusa/rtr

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