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Alemanha

Merkel defende "pequenos passos no rumo certo"

Discurso de fim de ano da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, transmitido pela televisão a todo o país, tenta injetar otimismo nas cabeças dos cidadãos. E apela até mesmo para o futebol.

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Angela Merkel: sorrisos a qualquer custo

"O que se pode alcançar em um ano?", pergunta a chefe de governo da terceira maior economia do mundo. "Muita coisa", responde ela mesma, em discurso voltado para levantar os ânimos de um país abatido com as altas taxas de desemprego e crescimento econômico distante dos gordos índices de décadas passadas.

"Você tem uma idéia?"

A sucessora do "chanceler da mídia" – como era chamado Gerhard Schröder – assume em seu discurso de fim de ano um tom de apelo claramente popular, conclamando cada indivíduo a dar vazão a suas próprias idéias.

"Você tem há muito uma idéia? Não é necessário que seja algo espetacular, mas 2006 não deveria ser o ano em que você poderia tentar colocar essa idéia em prática? Vamos simplesmente começar! Todo caminho inicia-se com um primeiro passo", reza o credo da chanceler democrata-cristã.

Em dez anos, de novo à frente da Europa

Na tentativa de incentivar a população a "dar vários pequenos passos, mas no rumo certo", Merkel aposta claramente em uma meta: "colocar nosso país, em dez anos, de novo à frente da Europa".

Para isso, a chanceler promete estabilizar os caixas do Estado, aumentar as ofertas de emprego, facilitar a vida das pequenas e médias empresas e incentivar o desenvolvimento tecnológico. "O governo da grande coalizão vai, diante da difícil questão orçamentária, conter despesas em todos os setores, exceto em pesquisa, desenvolvimento, educação e formação", assegura Merkel.

"Finanças em ordem"

Depois de acentuar as relações pacíficas em relação "a vizinhos e parceiros", a chanceler federal não esquece também de lembrar à população seu desempenho durante a última cúpula da União Européia.

"Colocamos as finanças em ordem durante o último encontro de cúpula da UE", diz ela. Uma provável referência às questões envolvendo o desconto concedido ao Reino Unido pelo bloco, causa de desavenças internas na UE. Desavenças essas, diga-se, ainda longe de estarem completamente eliminadas.

Críticas da oposição

Mesmo antes de chegar aos ouvidos dos cidadãos em suas salas de visita em frente à TV, o discurso de Merkel despertou críticas por parte da oposição. Para o secretário-geral do Partido Liberal, Dirk Niebel, "ela até soa simpática, mas não diz nada".

Já Fritz Kuhn, do Partido Verde, acusou Merkel, em entrevista ao diário Berliner Zeitung, de se refugiar em assuntos de política exterior, devido à "ausência de rumos" na política interna do país. "Ela deveria deixar a esfera dos chavões encorajadores e ser honesta", afirma o líder verde.

Homens: campeões como as mulheres?

E, last but not least, num último esforço em prol de "bons fluidos" para o país, Angela Merkel chega até o futebol: "É claro que estamos torcendo por nossa seleção e acho até que as chances não são más. A seleção feminina de futebol já é campeã mundial. Não vejo razões para que os homens não possam fazer o mesmo que as mulheres". É esperar para ver.

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