Merkel defende integração rápida de refugiados | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 09.09.2015
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Merkel defende integração rápida de refugiados

Chanceler federal afirma que país deve tomar a frente na crise migratória, de modo a abrir caminho para uma resposta unificada europeia. Para ela, cooperação com França e países de trânsito, como Turquia, é fundamental.

Em um debate no Parlamento alemão sobre o Orçamento de 2016, que acabou centrado na atual crise migratória, a chanceler federal Angela Merkel defendeu nesta quarta-feira (09/09) que a Alemanha tome a frente de modo a abrir caminho para uma resposta unificada europeia.

"Se a Europa fracassar na questão dos refugiados, haveria um impulso decisivo para a perda da união da Europa, particularmente a estreita ligação com os direitos humanos universais", disse Merkel. "Se nós formos corajosos e, às vezes, tomarmos a iniciativa, será então mais provável que nós encontremos uma solução europeia."

Os refugiados, disse a chanceler aos deputados, deveriam ter a possibilidade de aprender alemão e encontrar trabalho rapidamente. Na segunda-feira, o governo alemão prometeu 6 bilhões de euros do Orçamento de 2016 para lidar com a questão dos refugiados.

Merkel afirmou ainda que a cooperação com parceiros como a França funcionou no passado e será novamente chave para resolver a atual crise. Além disso, a chanceler destacou a importância do diálogo com países de trânsito para migrantes, como a Turquia.

A oposição reagiu ao discurso de Merkel. Para o líder da bancada do partido A Esquerda, Gregor Gysi, o dinheiro prometido até agora pelo governo não é suficiente e não significa uma contribuição estrutural.

Deutschland Bundestag Bundeshaushalt Generaldebatte Gabriel und Merkel

Ministro Sigmar Gabriel (esq.) e a chanceler Angela Merkel

Ele defendeu o uso do chamado "imposto de solidariedade" para financiar o custo dos requerentes de asilo. A taxação foi introduzida após a Reunificação alemã em apoio aos estados da antiga Alemanha Oriental.

A líder da bancada do Partido Verde, Katrin Göring-Eckardt, exigiu maior contribuição do governo. Ela defendeu uma contribuição por cada refugiado, como alguns estados haviam proposto.

O discurso de Merkel coincidiu com o do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que nesta quarta-feira (09/09) cobrou dos Estados-membros uma ação de forma mais unificada para enfrentar a maior crise migratória no continente desde a Segunda Guerra.

"Não estamos num bom lugar. Há uma falta de Europa na União Europeia e há uma falta de união na União Europeia", disse Juncker. "Os europeus deveriam lembrar que a Europa é um continente onde, em algum momento, quase todos foram refugiados."

MP/dw/rtr/ afp/dpa

Leia mais