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Mundo

Merkel cobra explicações de Obama, que nega espionagem

Governo alemão confirma que celular da chanceler foi possivelmente monitorado pela NSA. Por telefone, presidente americano é forçado a prestar esclarecimento a mais um chefe de governo e rejeita acusação.

As denúncias de que seu celular teria sido espionado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos levaram nesta quarta-feira (23/10) a chanceler federal alemã, Angela Merkel, a exigir, diretamente e por telefone, explicações do presidente americano, Barack Obama.

Segundo um porta-voz da Chancelaria Federal, Merkel deixou claro a Obama que desaprova tal prática e a considera "totalmente inaceitável". Em resposta, de acordo com a Casa Branca, ouviu do presidente americano que Washington "não tem, nem nunca terá" a intenção de espionar suas comunicações.

"O governo americano está revendo a forma como obtém informação para garantir um equilíbrio adequado entre a preocupação com a segurança e a privacidade", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, na entrevista coletiva que concede diariamente. "Eles [Merkel e Obama] vão intensificar a cooperação em matéria de inteligência."

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As denúncias foram originalmente feitas pela revista Der Spiegel. A decisão de Merkel de telefonar para Obama foi tomada após investigações do governo alemão indicarem como "plausíveis" as afirmações do semanário, feitas com base em documentos obtidos pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. Merkel teria sido alvo por anos da espionagem americana, tendo tido possivelmente seu celular vigiado.

Merkel não é a primeira líder a entrar em atrito com os EUA por conta da espionagem da NSA. A presidente brasileira, Dilma Rousseff, cancelou uma viagem que faria a Washington após reportagem indicar que as comunicações do Planalto eram sistematicamente vigiadas pelos americanos.

No México, o atual presidente, Enrique Peña Nieto, também teria sido espionado, quando ainda candidato. Nesta semana, o jornal Le Monde publicou que dezenas de milhões de telefonemas de franceses foram monitorados pela NSA. Da mesma forma que Merkel, o presidente francês, François Hollande, conversou com Obama em busca de esclarecimentos.

RPR/ap/dpa/rtr

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