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Eleição na Alemanha

Merkel assume o governo alemão

Apesar de 51 votos contrários dentro da própria coalizão, a política de 51 anos de idade e do Leste alemão Angela Merkel torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler federal da Alemanha.

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Nova chefe de governo optou por jurar a Deus ao assumir o cargo

"Um importante sinal para muitas mulheres, como também certamente para muitos homens" foi o comentário do político da União Democrata Cristã (CDU) e presidente do Parlamento alemão, Norbert Lammert, visivelmente feliz ao anunciar a eleição de Angela Merkel para o cargo de chanceler federal nesta terça-feira (22/11) em Berlim.

De forma tímida, Angela Merkel permaneceu sentada e, sorrindo cabisbaixa, recebeu os aplausos dos colegas que prontamente vieram felicitá-la. E Merkel tem um bom motivo para ficar feliz: como chefe de governo da industrializada Alemanha, ela se torna a mulher mais poderosa do mundo.

A nova chanceler recebeu a segunda melhor votação (64,9%) em uma eleição para chanceler federal na história da República Federal Alemã, sendo superada apenas por Kurt Georg Kiesinger, quando foi eleito em 1966, também em uma grande coalizão, com 71,9% dos votos do Parlamento.

Como os sete chefes de governo anteriores, a doutora em Física Angela Merkel foi eleita em primeira votação e está agora à frente de uma equipe de 15 ministros – sete da coalizão entre CDU/CSU e oito social-democratas. Ela se torna assim a primeira mulher a assumir o cargo de chefe de governo da Alemanha e, como ela mesma diz, levará a experiência de vida que teve na antiga Alemanha Oriental para a Chancelaria Federal.

51 votos contra: muito ou pouco?

Die CDU-Vorsitzende Angela Merkel gibt am Dienstag, 22. November 2005, bei der Wahl des Bundeskanzlers im Reichstagsgebaeude in Berlin ihre Stimme ab

A nova chanceler federal vota na eleição de 22 de novembro

Dos 611 votos válidos, Merkel recebeu 397. Ela recebeu assim 51 votos a menos do total de 448 mandatos da grande coalizão entre CDU/CSU (226) e SPD (222), não superando a psicológica marca dos 400 votos considerada como patamar para garantir a estabilidade da grande coalizão.

Políticos se dividem, entretanto, ao considerar a quantidade de votos contra recebidos pela nova chanceler federal dentro da própria coalizão. Segundo o Spiegel Online, o novo chefe da bancada do SPD no Parlamento, Peter Struck, considera 397 votos a favor como "um bom começo" para a nova coalizão, que deverá perdurar pelos próximos quatro anos.

Para o presidente do Partido Liberal, Guido Westerwelle, o resultado seria um sinal de instabilidade da grande coalizão, que não acredita que ela chegue até o final da legislatura de quatro anos, segundo a Spiegel.

O resultado não preocupa porém o líder dos cristão-democratas e social-cristãos no Parlamento, Volker Kauder. Comparando com a eleição de Kurt Georg Kissinger, que recebeu mais de 100 votos contra, o resultado de hoje teria sido muito bom e nenhum dos chanceleres federais anteriores teriam recebido tantos votos como Angela Merkel.

Para o chefe da bancada do Partido de Esquerda, Oskar Lafontaine, "este resultado não é surpresa", pois ele estaria ligado à falta de apoio, por parte da CDU/CSU, à votação do candidato do SPD, Wolfgang Thierse, ao cargo de vice-presidente do Parlamento.

Já a chefe da bancada do Partido Verde, Renate Künast, não considera histórica a eleição de Angela Merkel. Segundo ela, histórico vai ser o dia em que a nova chanceler federal mostrar que realmente pode governar, afirmou Künast em entrevista à rede de televisão Phoenix.

Parabéns para você, Angela

Die CDU-Vorsitzende Angela Merkel, oben links, ist am Dienstag, 22. November 2005, nach der Wahl als Bundeskanzlerin im Reichstagsgebaeude in Berlin von Gratulanten umringt

Parabéns, Angela!

Apesar das críticas à votação, muitos foram os votos de felicitações recebidos pela nova chanceler federal das diversas personalidades políticas alemãs. Entretanto, tem-se a impressão de que estes políticos felicitam a si mesmos:

Renate Künast e Jürgen Trittin, do Partido Verde, esperam que a nova chefe de governo não mude a política em relação à energia renovável, introduzida pelos verdes, e que faça com que a Alemanha continue à frente da política de proteção climática e modernização ecológica, como também siga o exemplo de seu antecessor, Gerhard Schröder, em uma atitude crítica em relação aos Estados Unidos e à guerra do Iraque.

Guido Westerwelle, presidente do Partido Liberal (FDP), espera que Merkel se decida por um forte desenvolvimento econômico da Alemanha e se oriente menos pelos ideais social-democratas da coalizão. Hans Eichel, antigo ministro das Finanças, deseja que ela solidifique de forma sustentável o orçamento da União, Estados e prefeituras.

E Wolfgang Clement, antigo ministro do Trabalho e da Economia, admite que a nova chanceler federal tem boas chances de realizar um bom governo, pois recebe o país em fase de crescimento depois das reformas introduzidas pelo seu partido. Ele espera também que a nova chanceler federal desempenhe o seu novo papel com "segurança, alegria e, se possível, com bom humor".

Kanzlerwahl: Die laechelnde CDU-Vorsitzende Angela Merkel ist am Dienstag, 22. Nov. 2005, auf Bildschirmen in einem Freiburger Kaufhaus zu sehen.

Sorrisos não faltam à nova chanceler federal após sua eleição

Após sua eleição, Angela Merkel e seus ministros receberam os seus diplomas de posse das mãos do presidente Horst Köhler, em cerimônia no Palácio de Charlottenburg em Berlim.

E, se depender do juramento, a nova chanceler federal receberá proteção divina nos próximos quatro anos: ela e 14 dos seus ministros juraram a Deus ao assumirem os seus cargos no Bundestag após a cerimônia dos diplomas. O juramento a Deus é facultativo na Alemanha e não foi utilizado por Gerhard Schröder em 1998 e 2002. Desta vez, somente a ministra da Justiça, Brigitte Zypries (SPD), não completou o seu juramento com a frase "tão quanto Deus me ajudar".

Ainda no mesmo dia da posse, já aconteceu a primeira reunião de gabinete. Nos próximos dois dias, já está programada a tradicional primeira viagem ao exterior da nova chanceler federal ao presidente francês em Paris, seguindo então para Londres e Bruxelas.

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