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Mundo

Merkel ameaça com novas sanções à Rússia

Chanceler federal alemã disse que a União Europeia está pronta para aplicar sanções ainda mais rígidas caso a Rússia viole a soberania da Ucrânia.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, declarou neste sábado (05/04) que a União Europeia está pronta para aplicar sanções ainda mais severas à Rússia, caso o governo de Moscou tome novas medidas que violem a soberania nacional da Ucrânia.

"Caso a integridade territorial da Ucrânia continue sendo violada, teremos que introduzir sanções econômicas", afirmou Merkel a seus correligionários, na ocasião do lançamento da campanha de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), às eleições do Parlamento europeu no próximo mês.

"Que ninguém duvide disso. Somos todos diferentes na Europa, mas temos a sorte de estarmos unidos e tomaremos essa decisão juntos", afirmou Merkel.

Mesmo com a sinalização da chanceler federal alemã, alguns analistas levantam dúvidas sobre as reais intenções da Europa de seguir adiante com as ameaças de sanções mais rígidas a Moscou, em razão da dependência de alguns países da importação de gás russo e das relações comerciais, principalmente de países localizados no leste europeu.

Empresas alemãs que mantêm negócios com a Rússia chegaram a expressar preocupação em relação às medidas agressivas da Europa em relação a Moscou.

A chanceler ressaltou ainda que a crise da Ucrânia serviu como prova da unidade dos europeus. "A Europa deve ser um continente que demonstra que é possível ter sucesso quando se vive em paz, liberdade e prosperidade", afirmou.

Há poucas semanas, a União Europeia e os Estados Unidos responderam à anexação da Crimeia pela Rússia com sanções que impuseram o congelamento de bens de autoridades e empresários russos.

Durante a convenção da CDU em Berlim, Merkel demonstrou confiança na vitória das forças conservadoras nas eleições europeias marcadas para 25 de maio, e reiterou o apoio do partido a Jean-Claude Juncker, candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia.

Em seu pronunciamento, Juncker reiterou que se opõe à emissão de eurobonds – os títulos públicos comuns europeus – nos próximos cinco anos ou até que haja maior harmonização da política econômica e financeira na zona do euro, opinião também compartilhada pelo partido de Merkel.

RC/rtr/afp/ap/lusa

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