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Eleição na Alemanha

Merkel abre negociações para formar coalizão de governo

Com o fracasso dos liberais na eleição, chanceler federal alemã precisa de um novo parceiro para governar. Candidato mais provável são os social-democratas. Com os verdes, as diferenças são muito grandes.

Os partidos conservadores alemães, União Democrata Cristã (CDU) – vencedora da eleição deste domingo (22/09) – e sua "irmã" de bancada União Social Cristã (CSU), têm exatamente duas possibilidades de formação de governo: ou aliar-se à segunda maior bancada no Parlamento, a do Partido Social-Democrata (SPD), numa assim chamada "grande coalizão"; ou arriscar a primeira coligação conservadora-verde em nível federal.

Na manhã após as eleições, manifestou-se, dentro da CDU da chanceler federal Angela Merkel, uma clara preferência por negociações com o SPD. "Afinal, não seria a primeira vez que formamos uma grande coalizão", comentou Volker Kauder, líder da bancada da CDU/CSU.

Merkel ligou para o presidente do SPD, Sigmar Gabriel, para falar sobre o assunto. O social-democrata teria dito a ela que o partido vai debater o tema nesta sexta-feira.

Estigma de sócio minoritário

As primeiras reações públicas dos social-democratas foram reticentes. "Não existe absolutamente nenhum automatismo no sentido de uma grande coalizão", afirmou Gabriel após um encontro da liderança do partido em Berlim. O SPD não é o próximo da fila, depois de Merkel ter arruinado o parceiro anterior, acrescentou.

Sigmar Gabriel Kritik an Angela Merkel NSA Abhörskandal

Gabriel diz que o partido vai começar a debater o assunto nesta sexta

O abalado SPD sabe, naturalmente, que, devido a seus maus resultados eleitorais, ele seria o sócio minoritário numa grande coalizão com a CDU/CSU – com consequências imprevisíveis para seu futuro político. Pois ele já saiu debilitado da última grande coalizão, de 2005 a 2009, igualmente encabeçada por Merkel.

Na época, ambas as posições eram igualmente fortes no início, mas, após quatro anos de governo conjunto, os social-democratas apresentaram os piores resultados eleitorais de sua história, com apenas 23% dos votos. O fato de o trabalho prático de governança ter transcorrido bem foi um fraco consolo para o partido.

Má vontade conservadora-verde

O fato de o clima entre os conservadores tender mais na direção de uma grande coalizão também se deve à antipatia generalizada em relação à política dos verdes. Kauder considera as reivindicações de aumento de impostos um verdadeiro obstáculo.

"É muito difícil com os verdes, com a orgia tributária que eles propuseram, com a política paternalista deles", declarou à emissora ARD. Boa parte da liderança democrata-cristã não exclui a possibilidade de conversas de sondagem com os verdes, mas vê poucas perspectivas de sucesso.

Esse também é o ponto de vista do próprio Partido Verde: caso Merkel faça um convite nesse sentido, seu partido conversará com a CDU, assegurou a líder da bancada verde, Renate Künast. Mas ela disse não conseguir imaginar um acordo.

Sequelas da campanha eleitoral

Renate Künast Spitzenkandidatin der Grünen für die Bundestagswahl

Verde Renate Künast não vê perspectivas de resultados comuns com CDU

Com seu programa eleitoral, os verdes se deslocaram para a esquerda, situando-se muito distante das posições da CDU em diversos campos políticos. Um outro fator de atrito nas conversações bilaterais pode ser o tom difamatório adotado por certos democrata-cristãos contra o Partido Verde, durante a campanha eleitoral.

Nas últimas semanas, os verdes foram rotulados por políticos conservadores de "partido que dita regras e proíbe"; seu candidato à Chancelaria Federal, Jürgen Trittin, foi desqualificado para os cargos que ocupa devido a erros do passado.

Após ataques dessa ordem, não é de se esperar que os verdes almejem ardentemente governar a República Federal da Alemanha ao lado dos conservadores cristãos. Até o momento, esse tipo de aliança de governo só existe no âmbito municipal: a única tentativa em nível estadual não durou mais de dois anos.

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