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Alemanha

Mercedes versus BMW, disputa de motores alemães na Fórmula-1

Parceiras das equipes McLaren e Williams, as duas montadoras alemãs prometem repetir em 2002 a briga pelo segundo lugar no campeonato de construtores. Ambas vêem a Ferrari como favorita ao tetra.

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BMW fornece motor da Williams FW24 dos pilotos Ralf Schumacher e Montoya

A exemplo de 2001, o Campeonato Mundial de Fórmula-1 deste ano terá um duelo para o qual a maior parte do público pouca atenção dá: o de motores. Se entre os irmãos Michael e Ralf Schumacher fica fácil apontar o favorito, o mesmo não se pode dizer na briga entre os motores alemães. Mercedes e BMW prometem uma disputa acirrada, movimentando os carros da McLaren e da Williams, respectivamente.

Ambas sonham em interromper a seqüência de conquistas da Ferrari, que utiliza motores próprios. A montadora italiana já soma três anos consecutivos como campeã entre as equipes e desponta mais uma vez como favorita em 2002.

No entanto, a revista alemã Auto Motor und Sport aponta o novo motor da BMW como o melhor da F-1. Os dez cilindros do BMW P82 geram 900 cv, com 19 mil rpm, enquanto o FO 110M da Mercedes produz 860 cv, com 18,5 mil rpm, à frente também do Ferrari 051.

McLaren Präsentation in Barcelona

Em 2002, a McLaren é movida novamente por motores da Mercedes

Metas similares – O diretor de automobilismo da Mercedes não se deixa abater pela opinião da revista. Segundo Norbert Haug, as rotações por minuto de um motor não possuem importância. "O que conta é em quanto tempo o carro dá uma volta na pista", diz o alemão, que acrescenta: "Não sei se seremos a primeira, segunda ou terceira força. Estamos tranqüilos em relação a toda esta especulação."

No entanto, ele admite que, "no início, pode ser que a Williams-BMW fique à frente", mas "devido à experiência com os pneus Michelin". Haug afirma ainda que "o objetivo é levar o novo carro da McLaren a vitórias e, na melhor das hipóteses, ao título".

O diretor de automobilismo da BMW não pensa muito diferente. "Parto do princípio de que a Ferrari é a número um. Mas não se pode subestimar a McLaren-Mercedes. Eles possuem um carro muito bom. A pergunta é se o motor também é bom", alfineta o austríaco Gerhard Berger. "Nossa meta é o vice-campeonato de construtores, após termos sido terceiro no ano passado. Assim, a McLaren-Mercedes é nosso principal adversário", deixa claro o ex-piloto.

Confiança – A Mercedes sente-se bem preparada para a briga. "Já rodamos mais de 15 mil quilômetros nos testes. Nunca fizemos tanto. Destes, mais de 7 mil foram com o novo MP 4-17", informa Haug. "O carro parece bem confiável, mas nunca se sabe", observa cauteloso.

Se será uma vantagem para sua equipe o fato de a Ferrari estrear com o carro do ano passado, o alemão prefere aguardar. "Ficar espreitando a concorrência não traz nada", diz ele, que aposta inclusive na conquista do título de pilotos pelo escocês David Coulthard, "desde que a gente dê a ele o carro mais rápido".

A BMW também confia na capacidade dos dois pilotos da equipe Williams, Ralf Schumacher e Juan Montoya. "Eles formam a melhor dupla da F-1. Se dermos a eles o devido material, ambos têm chances de serem campeões", acredita Berger. Porém, o austríaco admite que, apesar dos 20 mil quilômetros de testes, o novo chassi ainda carece de aperfeiçoamento. Se a Williams não conseguir melhorá-lo, todo o esforço do motor poderá ir por água abaixo.

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