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Alemanha

Mercedes e BMW sonham em desafiar Ferrari

Diretores de automobilismo das montadoras alemãs reconhecem favoritismo da escuderia italiana, mas acreditam que novas regras podem ajudar a mudar o jogo de forças nas pistas.

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Piloto alemão Nick Heidfeld, da BMW-Williams, nos treinos para o GP da Austrália

Depois da fraca temporada do ano passado, a McLaren-Mercedes e a BMW-Williams querem voltar à pista de ultrapassagem na temporada 2005 da Fórmula 1. Os diretores de automobilismo das duas equipes, Norbert Haug (Mercedes) e Mario Theissen (BMW) evitam sonhar alto com um duelo com o campeão mundial Michael Schumacher e a Ferrari, mas estão otimistas. Sobretudo, os resultados das últimas corridas do ano passado lhes dão esperanças.

Mario Theissen, BMW-Motorsportchef und Norbert Haug, Motorsportschef von Mercedes

Da esquerda para a direita: o piloto australiano Mark Webber (BMW-Williams), Mario Theissen e Norbert Haug

"Enquanto a primeira metade da temporada foi muito ruim para nós, nas últimas cinco corridas cruzamos três vezes a linha de chegada antes do campeão Michael Schumacher", lembra Haug. "Queremos dar continuidade a esse desempenho", acrescenta.

A BMW-Williams ganhou o último GP da temporada 2004, em São Paulo, justamente com o novo piloto da Mercedes neste ano – o colombiano Pablo Montoya. "Com a melhora e a vitória, a equipe mostrou que consegue sair do fundo do poço por força própria", diz Theissen.

Os testes de inverno, porém, demonstraram que a BMW-Williams, com o novo FW27, ainda não está em condições de desafiar a Ferrari, o que já é mais plausível para a McLaren-Mercedes. Até Michael Schumacher vê na "flecha de prata" da Mercedes sua principal concorrente, ao lado, da Renault. O novo MP4-20 foi muito rápido e extremamente confiável nos testes.

"Bomba-relógio"

Bildgalerie Formel-1-Fahrer 2005 # 10/12

O piloto colombiano Juan Pablo Montoya, da McLaren-Mercedes

Além disso, a McLaren-Mercedes tem em Montoya e no finlandês Kimi Raikkönen dois pilotos fortes, embora bastante divergentes no caráter. O ex-piloto e diretor esportivo da BMW, Gerhard Berger, diz que os dois são "uma bomba-relógio". "Fala-se que eles formam a melhor dupla de pilotos, mas isso nossa equipe ainda terá de comprovar. E para isso, os dois precisam do melhor carro na disputa", diz Haug. "Se a técnica funcionar e seus carros o permitirem, ambos são capazes de vencer uma corrida. Isso eles já provaram".

O que não se pode esperar como uma obviedade da dupla da BMW-Williams, o australiano Mark Webber e alemão Nick Heidfeld, que ocuparam as vagas deixadas por Montoya e Ralf Schumacher (agora na Toyota). "Na Fórmula 1, eles ainda não tiveram essa oportunidade, porque nunca pilotaram um carro com chances de vitória. Estou convencido de que eles podem vencer corridas, se lhe dermos o material necessário", diz Theissen.

Mercedes tem mais dinheiro e pessoal

Bildgalerie Formel-1-Fahrer 2005 # 05/12

Piloto finlandês Kimi Räikkönen, da McLaren-Mercedes

A equipe McLaren-Mercedes, chefiada pelo experiente inglês Ron Dennis, tem um orçamento anual estimado em 290 milhões de euros e cerca de mil funcionários, entre eles Norbert Haug (diretor esportivo), Adrian Newey (diretor técnico), os pilotos titulares Raikkönen e Montoya bem como o austríaco Alexander Wurz e o espanhol Pedro de la Rosa como pilotos de testes.

Já a BMW-Williams, chefiada pelo fundador Frank Williams, dispõe de um orçamento anual de 265 milhões de euros e conta com cerca de 490 funcionários (250 da BMW). Ao lado do diretor esportivo Mario Theissen tem o inglês Patrick Head como coordenador técnico e Sam Michael na função de diretor técnico. Além dos titulares Webber e Heidfeld, contratou o brasileiro Antônio Pizzonia como piloto de testes.

Equilíbrio nas pistas?

Quanto às conseqüências das mudanças de regulamento da Fórmula 1, Haug e Theissen têm opiniões semelhantes. "As condições são as mesmas para todos e veremos logo, quem as aproveita melhor", diz Haug.

Theissen vê nas novas regras a chance de "mudar a relação de forças nas pistas. Quanto mais forte for a equipe tanto melhor ela pode cumprir essas exigências. Por isso, continuo vendo a Ferrari como favorita. Quem tiver a melhor combinação de carro, motor, pneus e pilotos será campeão mundial".

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