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Mundo

Mentor dos ataques planejava outro atentado suicida em Paris

Procurador afirma que suposto cérebro dos atentados de Paris, Abdelhamid Abaaoud, planejou um ataque suicida no distrito empresarial La Défense e que esteve perto do Bataclan durante a operação policial no clube.

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Abdelhamid Abaaoud foi morto durante um cerco policial em Saint-Denis

O suposto mentor dos ataques de Paris, Abdelhamid Abaaoud, e um cúmplice planejavam executar um ataque suicida no distrito empresarial La Défense, também na capital francesa, disse o procurador da República de Paris, François Molins, nesta terça-feira (24/11).

Abaaoud e seu cúmplica tinham como alvo a região no oeste de Paris onde muitas grandes empresas francesas têm suas sedes. Segundo o procurador, o atentado deveria ter sido realizado uma semana após os ataques de 13 de Novembro.

Abaaoud foi morto durante uma megaoperação policial num apartamento em Saint-Denis, no norte de Paris, cinco dias após a série de atentados suicidas e tiroteios na capital, que resultaram na morte de 130 civis, além dos sete agressores.

Molins revelou também que uma análise telefônica mostrou que Abaaoud voltou à cena dos ataques enquanto o cerco ao clube Bataclan ainda estava em curso. Investigadores descobriram que ele usou o metrô para retornar ao centro de Paris. O telefone celular dele foi detectado nos arrondissements 10, 11 e 12, o que indica que ele esteve perto da casa de espetáculos – onde morreram 90 pessoas – enquanto a operação policial para libertar os reféns estava em andamento.

Abaaoud também esteve em contato por telefone com Bilal Hadfi, um dos homens-bomba que detonou seus explosivos nos arredores do estádio Stade de France, afirmou Molins.

O procurador disse ainda que a Justiça francesa deve em breve indiciar Jawad Bendaoud, de 29 anos, por terrorismo. Bendaoud alugou seu apartamento aos três suspeitos de envolvimento com os ataques mortos em Saint-Denis, entre eles Abaaoud.

"Ele não tem como não estar ciente de que estava participando de uma organização terrorista", disse Molins. Bendaoud seria assim a primeira pessoa a ser acusada formalmente na França de ligação com os atentados de 13 de Novembro.

PV/afp/dpa

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