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Economia

Menos nuvens no céu da conjuntura

Com a guerra do Iraque chegando ao fim, melhoraram as perspectivas para a economia mundial. O diretor-geral do FMI, porém, vê necessidade de alguns impulsos para a retomada do crescimento econômico.

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Horst Koehler, diretor-geral do FMI

O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Horst Köhler, pronunciou-se a favor de medidas coordenadas por parte dos bancos centrais. Ele citou expressamente o Banco Central Europeu (BCE), conclamando sua diretoria a diminuir as taxas de juros. Em uma série de entrevistas às vésperas do encontro conjunto do FMI e do Banco Mundial em Washington, neste fim de semana, o economista alemão justificou sua posição, dizendo que a comunidade internacional precisa estar disposta a adotar medidas suplementares, se permanecerem os riscos de desaquecimento da conjuntura.

Crescimento x estabilidade

"Cabe em primeira linha à política monetária defender o crescimento", diz o diretor do Fundo, citado pelo Financial Times Deutschland, expondo um parecer diametralmente oposto ao do BCE, que considera prioritária a defesa da estabilidade monetária. Os bancos centrais teriam margem para diminuir os juros, segundo Köhler. "Tenho certeza de que eles vão acompanhar atentamente a situação e chegar à conclusão, nas próximas semanas, de que é preciso diminuir os juros." A inflação não seria problema na zona do euro.

Em Washington, o diretor-geral do FMI ressaltou que a prioridade mundial do momento seria recuperar a confiança dos consumidores e dos investidores. Os riscos que a guerra do Iraque representou para a economia teriam sido limitados e, portanto, também seus efeitos. No entanto, seria preciso ver quais serão as conseqüências a longo prazo.

As imagens da derrubada de estátuas de Saddam Hussein no Iraque são boas notícias para a economia. Segundo Köhler, isso dissipou um pouco as nuvens do céu da conjuntura: "Haverá menos efeitos que seriam um pesadelo, como uma forte alta do preço do petróleo, ou que as pessoas agora restrinjam completamente o consumo".

O fim previsível da guerra melhorou as perspectivas para a economia mundial. O FMI já javia diminuído seu prognóstico de crescimento econômico mundial, de 3,7 para 3,2%. Espera-se uma pequena melhora da conjuntura no segundo semestre, desde que os consumidores e os investidores façam a sua parte nos países industrializados.

Alemanha: a urgência de reformas

O fim da guerra, contudo, não solucionará automaticamente os problemas existentes antes que ela começasse. Isso diz respeito à fraca conjuntura na Europa, especialmente na Alemanha, que Köhler vê atravessando uma "fase de estagnação". O principal entrave ao crescimento estaria no mercado de trabalho e nos altos custos relacionados ao trabalho. "A Alemanha precisa urgentemente de mais flexibilidade no mercado ocupacional e um alívio nos custos sociais do trabalho", disse o diretor do Fundo.

O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, estaria no caminho certo com suas reformas. Se as medidas "forem aplicadas de forma completa e decidida, eu acredito que darão um novo impulso para a recuperação conjuntural", declarou. Diminuir os custos do trabalho e os custos sociais não teria o objetivo de desmantelar o Estado do bem-estar social, e sim de "criar a base para aumentar a capacidade de concorrência e propiciar maiores investimentos", o que resultaria em maior crescimento econômico. Isso ajudaria não apenas a Alemanha, como a Europa, disse Koehler.

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