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Alemanha

Menos know-how

Um estudo do Ministério da Educação e Pesquisa revela que a Alemanha está perdendo terreno no setor tecnológico, devido ao baixo investimento nas áreas de formação profissional, pesquisa e desenvolvimento.

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Ministra E. Bulmahn: mais atenção ao ensino e à pesquisa

A Alemanha tem uma base tecnológica sólida, mas com uma "imensa rachadura" que irá se refletir no futuro. Esta foi a alarmante constatação do relatório "Capacidade Tecnológica da Alemanha", que institutos de pesquisa científica do país elaboraram para o Ministério da Educação e Pesquisa.

A redução dos investimentos nas áreas de formação profissional, pesquisa, criação e equipamentos é apontada como a principal causa da estagnação alemã no setor tecnológico. Harald Legler, do Instituto de Pesquisa Científica da Baixa Saxônia, um dos autores do relatório de 200 páginas entregue à ministra Edelgard Bulmahn, disse que a queda da capacidade tecnológica alemã não é um problema recente e sim reflexo de posturas errôneas adotadas desde os anos 80 e 90.

Na década de 80, a Alemanha se destacava no cenário internacional pela qualidade e eficiência de seu ensino. Hoje ela perdeu essa liderança, atingindo o patamar de outros países perante os quais se destacava. De acordo com Legler, este retrocesso é um indício claro de que as coisas não estão bem.

Menos profissionais técnicos

Desde 1990, o número de vagas em cursos profissionalizantes técnicos diminuiu de 30 a 40%. A formação acadêmica, por sua vez, não supre a demanda de mercado. Apenas sete entre mil estudantes concluem cursos na área de Exatas. Em outros países, a média varia entre 10 a 15%, mais do que o dobro da Alemanha.

"Todos esses fatores não são nada favoráveis para o futuro da capacidade tecnológica alemã", frisou Legler, acrescentando que "em pouco tempo teremos uma imensa falta de mão-de-obra no setor, agravada também pelo desenvolvimento demográfico".

Mais incentivo para o setor

O fomento às áreas de ensino, ciência, pesquisa e tecnologia só mostra resultado a longo prazo. Diante da conjuntura fraca, os investimentos em educação e pesquisa são os últimos que deveriam ser cortados nas medidas de contenção de despesas, já que o futuro começa nas escolas e universidades.

Apesar de o governo alemão ter aumentado o orçamento para a educação e pesquisa em 25% desde 1998, a ministra Edelgard Bulmahn reconhece que a verba atual não é suficiente para solucionar o problema. O setor empresarial seria um importante aliado na luta contra o enfraquecimento no setor tecnológico.

A desaceleração da economia fez com que muitas empresas cortassem ou diminuíssem seus investimentos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos. A força motriz continua sendo a indústria automobilística, tradicionalmente uma das mais fortes da Alemanha. Mas, como diz o especialista Harald Legler, "não é possível ficar de pé por muito tempo com apenas uma perna".

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