Membros da OEA defendem referendo revogatório na Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 11.08.2016
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América Latina

Membros da OEA defendem referendo revogatório na Venezuela

Quinze países, entre eles Brasil e Estados Unidos, pedem que referendo sobre mandato de Nicolás Maduro seja realizado em breve. Grupo pede ainda diálogo entre oposição e governo venezuelano.

Membros da OEA defendem referendo revogatório na Venezuela

Referendo decidirá sobre mandato de Nicolás Maduro

Em documento divulgado nesta quinta-feira (11/08), 15 países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre eles o Brasil, Estados Unidos e México, pediram que a Venezuela não demore para realizar o referendo revogatório sobre o mandado do presidente Nicolás Maduro, pedido pela oposição.

"Instamos as autoridades venezuelanas a garantir o exercício dos direitos constitucionais do povo venezuelano e que os restantes passos para a realização do referendo revogatório presidencial prossigam de maneira clara, concreta e sem demora e, assim, contribuindo para a resolução rápida e eficaz das atuais dificuldades políticas, econômicas e sociais do país", afirma o documento.

Os países também afirmaram que apoiam o diálogo político na Venezuela entre o governo e a oposição.

Desde abril, a oposição tenta convocar um referendo popular que revogue o mandato de Nicolás Maduro. No início deste mês, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela confirmou o cumprimento da primeira fase do processo, mas solicitou uma investigação sobre as irregularidades cometidas ao longo da etapa.

A CNE ainda não comunicou as datas da fase seguinte, em que 4 milhões de assinaturas devem ser recolhidas em apenas três dias e depois validadas para que o referendo seja finalmente convocado.

Para destituir Maduro, o 'sim' no referendo terá de ultrapassar a votação obtida na eleição presidencial de 2013, quando o dirigente foi eleito com 7,5 milhões de votos.

A oposição culpa Maduro pela crise econômica no país, que enfrenta escassez de alimentos, inflação galopante e aumento da violência. A Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo, sentiu o impacto da queda dos preços do produto.

Eleito em 2013 para um mandato até 2019, o chefe de Estado venezuelano enfrenta, desde as eleições legislativas de dezembro de 2015, um parlamento controlado pela MUD, uma coligação de centro-direita.

CN/lusa/dpa

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