Memórias de Tony Blair não poupam Gordon Brown de críticas | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.09.2010
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Mundo

Memórias de Tony Blair não poupam Gordon Brown de críticas

Detalhes da vida política do ex-premiê nunca foram expostos dessa maneira. Com trechos que revisitam a relação com Gordon Brown, as decisões políticas e a vida íntima, o livro de Blair já é considerado 'best-seller'.

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Livro do ex-premiê britânico foi lançado em vários países

Ainda não há informações sobre o volume de vendas do livro A Journey, lançado pelo ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, nesta quarta-feira (01/09). Mas o efeito no meio político já é notável, pois as memórias lançadas pelo político mencionam o também ex-primeiro-ministro Gordon Brown de forma nem sempre amistosa.

Descrito no livro como "irritante" e com "inteligência emocional zero" pelo companheiro de partido Blair, Gordon Brown se limitou a dizer, por meio de um porta-voz, que não comentaria a publicação.

As memórias de Blair já viraram best-seller e correm o risco de reabrir feridas entre os membros do Partido Trabalhista (Labour). Os colegas de ambos procuram se manter afastados do embate. "Eu respeito profundamente Tony e Gordon. Mas o tempo deles já passou", comentou David Milliband, que disputa a chefia do partido.

Gordon Brown foi ministro das Finanças no governo de Blair e, posteriormente, assumiu o cargo ocupado pelo então chefe de governo. A relação de ambos nunca fora exposta publicamente desta maneira.

À frente do Reino Unido

Grande parte da obra ocupa-se com a narração das experiências políticas de Tony Blair, de 57 anos, que governou o país de 1997 a 2007. O ex-primeiro-ministro diz não se arrepender de ter participado da invasão do Iraque, em 2003, liderada pelos Estados Unidos, mas lamenta as consequências da guerra: "Eu sinto muito por eles (iraquianos), sinto pelas vidas que foram interrompidas... ser indiferente a isso seria desumano, emocionalmente anormal".

Blair revela em seu livro que era considerado "babaca" pela princesa Diana, mas que a rainha Elizabeth 2ª o tratou com "altivez" nos dias que se seguiram ao acidente de carro que matou Diana.

Sobre a guerra contra o extremismo islâmico no Afeganistão e em outros países, Blair diz: "Nós precisamos de um contra-ataque religioso, e não apenas de um contra-ataque político e militar."

O ex-presidente norte-americano George W. Bush também aparece nas memórias do político inglês. "George tinha uma enorme simplicidade na maneira de ver o mundo. Certo ou errado, essa visão levou a uma liderança decisiva."

Detalhes incomuns

A Journey aborda alguns tópicos que surpreendem, como detalhes da vida sexual com Cherie, com quem é casado há 30 anos e com a qual tem quatro filhos.

Na visão de Blair, os políticos sempre têm casos sexuais porque querem romper com a "prisão de autocontrole" imposta pela vida política. E que no seu caso, no entanto, essas inclinações não eram usadas como "desculpa".

O ex-primeiro-ministro admite o uso de bebidas alcoólicas no cotidiano de Downing Street, o que acabou se tornando para ele um "suporte". Ele diz ter tomado uísque, gim e vinho, "às vezes metade de uma garrafa. Mas não de forma excessivamente exagerada."

NP/dpa/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

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