Melt! Festival une o eletrônico às guitarras num cenário surreal | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 15.07.2011
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Cultura

Melt! Festival une o eletrônico às guitarras num cenário surreal

Um dos maiores festivais alternativos da Europa reúne 120 atrações e um público de 20 mil pessoas num cenário de ficção científica. Destaque da edição deste ano são os ingleses do Pulp.

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Melt! Festival acontece anualmente em Ferropolis

Quem pensa que já passou da idade de ir a festivais ou que eles não são mais interessantes nunca esteve no Melt!. O festival acontece todos os anos em Ferropolis, uma antiga mina de carvão com gigantescas máquinas de 30 metros de altura e cercada por um lago. Esse cenário de filme de ficção científica é tomado pelo melhor do rock alternativo e da música eletrônica, com um público que reúne jovens, artistas e moderninhos, vindos principalmente de Berlim.

Melt Festival

O festival foi o favoritos dos artistas em 2010

Com um público de 2 mil pessoas, o festival teve sua primeira edição em 1997 e era voltado à música eletrônica. Dois anos depois achou sua locação ideal, transferindo-se para Ferropolis.

Em 2003, problemas com patrocinadores levaram ao cancelamento do evento. Essa crise levou o festival a se associar à revista de música Intro, e no ano seguinte o Melt! voltou com um novo conceito, trazendo não só música eletrônica, mas também artistas de rock, pop e hip hop.

A mudança foi uma decisão acertada. Desde então, o festival não parou mais de crescer. Hoje são sete palcos e mais de 120 artistas. Para a edição de 2011 são esperadas mais de 20 mil pessoas, e os ingressos estão esgotados desde maio.

Mas o Melt! não é apenas um sucesso de público. Em 2010, o festival foi indicado ao prêmio de melhor festival europeu numa premiação que ocorre anualmente na Holanda. Apesar de não ter levado o prêmio da audiência, o evento foi eleito o melhor festival na escolha dos artistas e profissionais da área.

Jarvis Cocker Pulp

Jarvis Cocker vocalista do Pulp

Neste ano o festival se expande para além dos limites de Ferropolis. Durante os três dias de festa acontecem também workshops sobre música, arte e arquitetura, em parceria com a Bauhaus Dessau. O museu da instituição também terá um desconto especial para o público do Melt!, além de transporte gratuito.

Outro aspecto que volta maior neste ano é o M!Eco, uma campanha em parceria com o Green Music Institute para fazer do festival o mais ambientalmente correto possível. No ano passado, o Melt! expandiu seu serviço de ônibus e trens, incentivando as pessoas a deixar o carro em casa. Neste ano o foco é a conscientização sobre as formas alternativas de energia.

A volta do Pulp

Festivais são o lugar ideal para ver novos artistas. A atmosfera e a empolgação de dividir o palco com grandes bandas levam a performances memoráveis. Entre os destaques do Melt! deste ano estão os ingleses Totally Enormous Extinct Dinosaurs e Katy B, com sua mistura de dubstep e pop, os neozelandeses do The Naked and The Famous e a música eletrônica criativa do Gold Panda.

Deutschland: Jüdenberg - Schaufelradbagger im Freilichtmuseum Ferrepolis

Máquinas como esta, usadas na extração de carvão na superfície, fazem parte de Ferropolis

Para quem curte um indie rock mais tradicional, os destaques são os ingleses do Editors e do Beady Eye, nova banda de Liam Gallagher, ex-vocalista do Oasis. Já a sueca Robyn se consolida como estrela do pop alternativo, sendo a atração principal do sábado.

Duas bandas que voltaram recentemente à ativa também são destaques do festival. O Atari Teenage Riot mostra músicas de seu novo disco, com a nova vocalista.

Mas a atração mais esperada do fim de semana são mesmo os ingleses do Pulp. A banda liderada por Jarvis Cocker foi uma das mais importantes da cena inglesa nos anos 90 e escolheu o Melt! para fazer seu único show na Alemanha neste verão.

O Pulp acabou em 2002 e se reuniu novamente neste ano para tocar em alguns festivais na Europa e na Austrália. Com a formação original, promete fazer um show inesquecível, com seus maiores sucessos. A volta do Pulp, com o carismático vocalista Jarvis Cocker, é um dos pontos altos deste verão para os fãs de guitarras, teclados e letras inteligentes e cheias de personagens do cotidiano.

O Brasil no Melt!

O Brasil marca presença no evento no sábado de manhã, com o paulista Gui Boratto. "O Melt! foi uma experiência incrível. Ferropolis é surreal e o público é realmente interessado e conhece música", declarou o DJ e produtor, que já se apresentou no festival em 2008. Ele conta que ficou impressionado com o interesse do público por novidades. "As expectativas para este anos são altíssimas."

Gui Boratto

DJ e produtor Gui Boratto

Boratto tem uma carreira consolidada no exterior, tendo lançado discos e singles por selos como Kompakt, K2 e Plastic City. Suas músicas fazem parte do set de DJs como Laurent Garnier, e como produtor remixou artistas como Massive Attack, Pet Shop Boys e Goldfrapp. “Vou tocar exclusivamente produções e remixes meus, mas quem me direciona é sempre o público. Esse improviso é o gostoso de fazer ao vivo”, completou Boratto.

Para quem não sabe o que ver entre as 120 atrações, Boratto dá a dica. “Estou muito a fim de ver o Sascha Ring aka Apparat e sua banda. Já pude conferi-lo no Brasil, quando tocamos juntos num evento no parque do Ibirapuera, e gostei muito.” O Melt! festival acontece entre 15 e 17 de julho em Ferropolis, na cidade alemã de Gräfenhainichen, na Saxônia-Anhalt.

Texto: Marco Sanchez
Revisão: Alexandre Schossler

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