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Mundo

Meio milhão de pacifistas nas ruas de Berlim

Berlim foi palco de uma das maiores manifestações pacifistas da história da Alemanha, neste sábado (15/2). A ameaça de uma guerra no Iraque provocou uma mobilização cinco vezes maior do que previam os organizadores.

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Mais de meio milhão de pessoas protestaram em Berlim contra a guerra

Em 400 cidades de todo o mundo, pacifistas ativos e adversários da guerra saíram às ruas neste sábado para protestar contra os planos americanos de uma intervenção militar no Iraque. O que tinha sido programado como uma grande marcha de protesto superou, porém, as expectativas mais otimistas dos seus organizadores.

A ação internacional transformou-se na maior manifestação popular antibélica de toda a história do movimento pacifista mundial, superando até mesmo mobilizações contra a guerra do Vietnã nas décadas de 60 e 70 do século passado.

Meio milhão em Berlim

Em Berlim, onde foi realizada a maior passeata na Alemanha, a polícia calculou o número dos participantes em torno de 500 mil pessoas. Os organizadores tinham previsto a mobilização de cerca de 100 mil pacifistas.

A coalizão dos adversários da guerra na Alemanha mostrou-se extremamente heterogênea, reunindo professores de teologia, organizações femininas, sindicatos, estudantes, aposentados, organizações juvenis, adversários da globalização, intelectuais de esquerda e até mesmo políticos conservadores.

Lado a lado, eles marcharam em duas colunas – a primeira partindo da praça Alexander, a outra saindo da praça Breitscheid – rumo à praça da Coluna da Vitória ( Siegessäule), onde foi realizado o comício final da manifestação. Três ministros do gabinete de Gerhard Schröder participaram da manifestação.

Mas também em diversas outras cidades alemãs, centenas de milhares de pessoas participaram de marchas contra uma eventual guerra no Iraque e em prol da paz mundial.

Ameaça concreta

Segundo Peter Strutynski do Comitê Federal Conselho de Paz ( Bundesausschuss Friedensratschlag), um dos organizadores do movimento, a mobilização deste 15 de fevereiro representou um impulso surpreendente do movimento pacifista. Ele relembrou as grandes manifestações da década de 80, contra a chamada Resolução Dupla da OTAN e a corrida armamentista entre o Leste e o Ocidente. " Hoje, da mesma forma como naquela época, há um motivo concreto para sair às ruas", afirmou.

Na opinião de Strutynski, o descontentamento popular é ainda maior nos países que apóiam a política americana de intervenção militar no Iraque, como a Grã-Bretanha, a Espanha ou a Itália. E cita um exemplo: "Na Itália, 90% da população consideram um ataque contra o Iraque como um erro." Prova disto, afirma, foi a manifestação de Florença, em novembro passado, da qual participaram um milhão de pessoas.

"Também nos EUA existe um movimento pacifista muito forte", afirma Peter Strutynski. "Mas, lamentavelmente, os meios de comunicação americanos informam muito pouco sobre isto."

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