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Economia

Meio ambiente mundial é destaque na Alemanha

A partir deste ano, o setor da energia assume um papel de destaque no programa alemão de cooperação econômica voltado aos países em desenvolvimento.

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Energia eólica contribui para o desenvolvimento sustentável

A Alemanha decidiu incrementar sua contribuição para amenizar a precária situação no setor energético de diversos países em desenvolvimento. Cerca de um terço da população mundial não tem acesso aos serviços modernos de energia. A maioria é pobre e depende da queima da lenha, por exemplo, para cozinhar ou aquecer um ambiente. Diversos países não possuem sequer uma política voltada ao uso adequado da energia ou preocupada em fiscalizar o seu impacto no meio ambiente.

No ano passado, o Instituto de Crédito para Reconstrução, Kreditanstalt für den Wiederaufbau (KfW), banco de desenvolvimento do governo federal alemão, que está sediado em Frankfurt do Meno, investiu 1,3 bilhão de euros em projetos de ajuda. Este ano, o orçamento é ainda maior, de 1,8 bilhão de euros, que serão destinados especialmente para manter trabalhos no setor energético.

"Pretendemos dar destaque à diversificação energética nos países em desenvolvimento", afirmou Hans Reich, porta-voz do BfW, acrescentando que com o incremento no setor da energia, "o governo alemão está cumprindo a promessa feita pelo chanceler federal, Gerhard Schröder, durante a última conferência sobre Meio Ambiente, em Johanesburgo, quando prometeu destinar um bilhão de euros para o programa Energia Sustentável e Desenvolvimento".

De acordo com Reich, o governo alemão acredita que "a luta contra a pobreza e a cooperação para com o desenvolvimento são condições vitais para a prevenção de crises e guerras bem como para redução de fontes de terrorismo".

Destino adequado

Christoph Balz, da organização não-governamental German Watch, com sede em Bonn, espera que o dinheiro seja aplicado onde realmente é necessário, ou seja, "na construção ou melhoria da infra-estrutura de transportes, produção de novas fontes de energia, abastecimento de água, rede de esgotos, comunicação, bem como em programas sociais, saúde e educação. Balz destacou, em entrevista à DW-World, que todos esses setores precisam, consomem e podem economizar energia.

Brasil está na lista

Países como a África do Sul e a Índia estão bem cotados para serem beneficiados com o fortalecimento da cooperação econômica no setor energético. O Brasil, entretanto, não está de fora. Em novembro de 2002, por exemplo, a KfW em conjunto com diversas organizações federais e instituições teuto-brasileiras, como o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK) e a Confederação da Indústria Alemã (BDI), promoveram em Frankfurt a 1ª Conferência sobre Investimentos em Infra-estrutura e Energia no Brasil.

No encontro de dois dias foram debatidas questões envolvendo a geração e transmissão de energias hidroelétrica, térmica e alternativas (solar, eólica), além da construção e manutenção de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos no Brasil e as possibilidades de financiamento dos projetos. Tal evento é uma demonstração clara do interesse de ambos os países em melhorar ainda mais a infra-estrutura e o setor energético no Brasil.

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