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Alemanha

Meia volta, volver!

As Forças Armadas alemãs serão transformadas em um "Exército em operação" - conforme as Diretrizes de Política de Segurança que o ministro da Defesa, Peter Struck, apresentou ao gabinete nesta quarta-feira (21/05).

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Soldados alemães voltando de missão no Kuwait em março de 2003

A expressão indica que a ênfase será transferida da tradicional defesa do território nacional, que perdeu significado após o fim da Guerra Fria, para o monitoramento de crises pelo mundo afora. "A Alemanha pode ser defendida até no Hindukush", diz o ministro, usando uma frase de efeito para melhor explicitar no que constam as novas tarefas dos soldados alemães. "Novos riscos e chances na política de segurança exigem mudanças nas capacidades", diz o documento de 22 páginas que Struck apresentou aos colegas.

As exigências dos novos tempos

As missões de paz no exterior, das quais já participam mais de 9 mil soldados alemães, dos Bálcãs ao Afeganistão, determinarão o futuro das Forças Armadas (Bundeswehr). O que o século 21 exige são unidades menores, mais flexíveis, e preparadas para combater terroristas. Sobretudo, elas precisarão de novos aviões grandes de transporte de tropas, tanques e equipamentos, para deslocar-se rapidamente às regiões de crise. As tarefas de reconhecimento e o serviço de informações também precisam ser melhorados. Pouco a pouco serão substituídos sistemas armamentistas antiquados, tanques, aviões - entre eles 90 do tipo Tornado - e vários navios.

A concepção de Struck de equipar as Forças Armadas para que operem quase exclusivamente em missões no exterior teria sido bem recebida pelas tropas, segundo as agências alemãs de notícias. Há muito que os soldados teriam se adaptado às novas realidades, deixando de lado a visão de um país situado, por sua condição geográfica, na linha de frente do conflito Leste-Oeste, entre os blocos comunista e capitalista.

Em discussão: diminuição do contingente

Também se discute sobre o contingente das Forças Armadas alemãs, atualmente de 285 mil, após um corte efetuado no governo anterior. Struck já insinuou que poderia haver uma pequena redução e deputados de seu Partido Social Democrático mencionaram um máximo de 240 mil homens. O que está fora de cogitação para o ministro é acabar com a obrigatoriedade do serviço militar, uma das alternativas propostas pelo Partido Verde, o parceiro de coalizão em Berlim.

Intervenções internas em caso de terrorismo

Mais problemático ainda para a coalizão de governo poderão ser possíveis intervenções da Bundeswehr na própria Alemanha. Futuramente, "no pior dos casos", o Exército deverá entrar em ação na defesa contra ataques terroristas, quando as forças de segurança não tenham capacidade suficiente para isso.

"Diante da crescente ameaça à área de soberania nacional através de ataques terroristas, a proteção da população e do território ganha em significado e representa exigências suplementares para as Forças Armadas..." O caso, no ano passado, de um avião em vôo rasante sobre Frankfurt desvendou uma grande brecha no esquema de segurança do país, por falta de competências claras das várias instâncias. Esta passagem do documento traduz a preocupação em solucionar a questão, atribuindo novas tarefas aos militares, o que desagrada ao Partido Verde.

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