Medvedev rebate críticas em Bruxelas e confirma ajuda financeira à UE | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.12.2011
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Mundo

Medvedev rebate críticas em Bruxelas e confirma ajuda financeira à UE

Presidente russo admite problemas no seu país em relação aos direitos humanos, mas não aceita ingerências. Rússia quer ajudar UE com 10 bilhões de dólares. Enquanto isso, Putin vai à TV pedir votos para presidente.

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'Estas são nossas eleições', diz presidente Medvedev

Na reunião de cúpula entre União Europeia (UE) e Rússia nesta quinta-feira (15/12), em Bruxelas, o presidente russo, Dmitri Medvedev, respondeu duramente às críticas do bloco sobre as eleições parlamentares em seu país no início do mês.

"Estas eleições são nossas", disse Medvedev, rebatendo a resolução do Parlamento Europeu, que nesta quarta-feira solicitou uma nova eleição na Rússia. "Não vou comentar isso, pois não diz respeito de forma alguma ao Parlamento Europeu. Essa resolução não significa nada para mim", declarou o presidente russo.

Após o encontro com Medvedev na reunião de cúpula, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, frisou que a UE está "preocupada com irregularidades e injustiças [no pleito] relatados por observadores".

"Temos alguns problemas", admitiu Medvedev referindo-se aos direitos humanos. "Mas há problemas semelhantes na UE. Por exemplo, os direitos de pessoas de origem russa e também o extremismo e a xenofobia em alguns Estados europeus. Não podemos ignorar tais fatos, é preciso combatê-los."

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Barroso, Medvedev e Van Rompuy na cúpula UE-Rússia

Relações estreitas

Apesar das divergências sobre as eleições russas e em questões de direitos humanos, Medvedev declarou que as relações entre a UE e a Rússia nunca foram de tão alto nível. "E espero que assim permaneçam", declarou.

A UE e a Rússia acertaram um plano que levará ao acordo de livre trânsito de cidadãos, sem necessidade de visto. Ambos os lados se interessam pela abertura, para facilitar, por exemplo, a vida de estudantes e empresários.

O principal passo nesse sentido é a introdução de passaportes biométricos e documentos à prova de falsificação na Rússia. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, no entanto, disse que a eliminação da necessidade de visto provavelmente não entrará em vigor em 2012.

Além disso, Barroso comemorou, assim como Van Rompuy, a admissão da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC) a ser oficializada nesta sexta-feira. Para Van Rompuy, isso significa a chance de firmar um novo acordo de cooperação entre UE e Rússia.

O presidente do Conselho Europeu garantiu que o bloco de 27 países quer estabelecer uma estreita parceria estratégica com a Rússia. Recentemente, a UE solicitou a Medvedev apoio a sanções contra o governo sírio. A Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança, no entanto, veta a proposta.

Crise do euro

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Manifestantes russos protestam contra a eleição

"Estamos prontos para investir os fundos necessários à UE e à zona do euro", declarou o presidente russo em Bruxelas. Segundo Medvedev, seria de interesse russo manter a UE "como uma potência poderosa sob os aspectos político e econômico". Para o presidente, os países europeus deveriam agir com maior determinação para "conservar uma das mais importantes moedas, o euro".

A Rússia pretende ajudar a UE com 10 bilhões de dólares. O conselheiro econômico de Medvedev, Arkadi Dvorkovitsch disse, porém, que a soma será maior. O dinheiro não entraria diretamente no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), mas passaria primeiro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Putin na TV

Depois dos grandes protestos contra falsificações nas eleições ao parlamento russo realizadas em 4 de dezembro, o primeiro-ministro e candidato à presidência, Vladimir Putin, foi para a ofensiva.

Enquanto o atual presidente, Medvedev, rebatia as críticas na cúpula em Bruxelas, Putin falou durante mais de quatro horas em um programa transmitido por um canal de TV estatal nesta quinta-feira. Foi a aparição ao vivo mais longa da carreira política de Putin.

Ele rebateu as acusações de dezenas de milhares de cidadãos e lançou duras críticas sobre seus opositores. Também rejeitou os pedidos por novas eleições.

Durante o programa, Putin pediu ao povo que vote nele em março próximo, para que retorne à presidência russa após uma pausa de quatro anos. Essa seria a única garantia para estabilizar o sistema político do país contra "tentativas de influências externas".

LPF/dpa/dapd/dw
Revisão: Roselaine Wandscheer

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