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Alemanha

Medalha no mundial, marca de um novo tempo

Pódio inédito no Campeonato Mundial confirma ascensão do basquete alemão, iniciada no Europeu de 2001. Principal estrela da equipe, Nowitzki foi cestinha da competição em Indianápolis, com média de 24 pontos por partida.

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O alemão Jorg Lutcke marcando mais um ponto na quarta-de-final contra a Espanha

A medalha de bronze era a meta desde antes do mundial. Daquelas metas que se fixa com otimismo quase cego. Ou seja, há duas semanas, uma medalha não passava de sonho. Ainda mais quando se olha para trás na história do basquete mundial e só se encontra menção à modesta participação da Alemanha em dois mundiais masculinos. Em 1986, a Seleção Alemã fora eliminada na primeira fase. Em 1994, ficou em 12º lugar.

Dirk Nowitzki und Jermaine O'Neal

Nowitzki (de branco), cestinha do mundial

O basquete alemão ganhou, porém, forte impulso nos últimos anos. Dirk Nowitzki à frente, a nova geração de jogadores vem impondo respeito aos adversários. O prenúncio de que uma era de ouro estava por começar aconteceu no Campeonato Europeu de 2001, na Turquia, quando a Alemanha terminou em quarto lugar. O melhor resultado desde a conquista do título continental em 1993. Uma façanha histórica que não teve desdobramentos.

Seleção de futuro – Lição aprendida, a Federação Alemã de Basquete (DBB) vem se esforçando agora para aproveitar a geração Nowitzki para popularizar o esporte e assim facilitar o surgimento de novos talentos. Num trabalho conseqüente, o inédito terceiro lugar em Indianápolis marca o novo tempo. Ao contrário da de 1993, a atual equipe é jovem e tem tudo para brilhar mais vezes.

"Este resultado é uma coisa sensacional para nós todos. Ainda somos jovens e estamos evoluindo de ano para ano. Se eu continuar com saúde, claro que estarei no Campeonato Europeu no próximo ano, pois quero carimbar nosso passaporte para a Olimpíada de Atenas", diz o cestinha Dirk Nowitzki, de 24 anos e 2,11 metros, referindo-se à agenda de competições da Seleção Alemã. Os quatro primeiros colocados do Europeu classificam-se para os Jogos Olímpicos de 2004.

Alemão iugoslavo – Eleito o melhor jogador do Mundial, o alemão do Dallas Mavericks, da NBA, é o destaque do time nacional, mas seria injusto afirmar que carrega a equipe nas costas. Outro destaque é Marko Pesic, que comemorou em família o êxito no pódio. Dois degraus acima, estava seu pai, o iugoslavo Svetislav Pesic, treinador do time campeão, que derrotou a Argentina na prorrogação da final (64x77).

Basketball Deutschland gegen USA

Marko Pesic (de branco), na partida contra os EUA

O técnico também merece crédito pela ascensão do basquete alemão. À frente do Alba Berlim durante vários anos, Svetislav transformou o clube numa potência do Velho Continente. Com o time da capital, o iugoslavo foi quatro vezes campeão alemão e conquistou, em 1995, a européia Copa Korac.

Pés no chão – A conquista em Indianápolis merece ainda mais valor quando se leva em conta que, segundo a crônica esportiva, o Mundial 2002 foi o mais forte desde o primeiro, em 1950. Somente em termos de público deixou a desejar. "Quando começamos a jogar contra a Espanha, pelas quartas-de-final, contei apenas 274 espectadores nas arquibancadas. Uma catástrofe", queixa-se Roland Geggus, presidente da DBB.

Henrik Dettmann führt deutsche Basketballmannschaft ins Halbfinale

Henrik Dettmann, o técnico da Alemanha

O júbilo não tira do chão os pés dos responsáveis alemães pelo esporte, que ainda mostram consciência de seus limites. "Se quisermos alcançar o nível da Iugoslávia (que conquistou pela quinta vez o título mundial), temos de elaborar um programa para dez anos e fazer tudo certo", avalia o treinador Henrik Dettmann, da Alemanha, que na disputa domingo pelo terceiro lugar com a Nova Zelândia marcou o maior número de pontos de uma equipe numa partida do mundial: 117 a 94. O Brasil terminou em oitavo.

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