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Economia

Matthias Müller, o novo homem à frente da Volkswagen

Depois de chefiar a Porsche, engenheiro assume o cargo de presidente da montadora alemã em meio a escândalo. Carros elétricos podem vir a ser o trunfo da gestão do sexagenário e deixar fraude de emissões no passado.

Matthias Müller tem 62 anos. Se ainda trabalhasse como torneiro mecânico, já estaria se preparando mentalmente para a aposentadoria. No entanto, como CEO da montadora Porsche há quase cinco anos, em nenhum momento ele levou em consideração a idade prevista por lei para início da dispensa remunerada. E agora, como presidente da Volkswagen, vai estar mesmo ocupado demais para pensar nos anos de descanso.

Müller é apenas seis anos mais jovem que seu antecessor, Martin Winterkorn. Ninguém espera que ele seja o iniciador de um novo começo para a maior empresa automotiva da Europa.

Como Winterkorn, ele é um entusiasta da tecnologia, não tendo jamais chamado a atenção por quaisquer visões empresariais extraordinárias. A tarefa central do novo chefe da Volks será reconduzir o conglomerado a águas mais tranquilas e reconquistar a confiança perdida.

Cria da Volks

Müller já vinha sendo cogitado há meio ano para a presidência da montadora. Assim que o então presidente do conselho administrativo da Volkswagen e patriarca da firma Ferdinand Piëch retirou toda a confiança em Winterkorn, Müller passou a ser visto como o candidato ideal à cadeira do chefe em Wolfsburg.

Nascido em 1953 na Saxônia, Müller se autodefine como cria da Volks. "Sou um pupilo da empresa", reconheceu, certa vez. Após terminar o curso médio em 1971, ele fez um curso técnico de torneiro mecânico na Audi, hoje subsidiária da Volkswagen. Tendo-se formado como engenheiro em Munique, em 1978, ele retornou como informático diplomado para a firma em Ingolstadt.

Seu nome é associado à estratégia de produto do carro Audi A3, pelo qual foi responsável de 1993 a 1995. Em seguida, assumiu o gerenciamento de todas as séries de produção da Audi. Em 2002, se tornou coordenador-chefe das linhas esportivas, sob a tutela da Volkswagen. A partir de 2007, foi durante três anos o representante geral do grupo.

Em outubro de 2010, por fim foi apontado como chefe da Porsche. Seu contrato foi prorrogado em 2014, e desde 1º de março deste ano, ele também integra o conselho executivo da Volkswagen.

Com elétricos, adeus às fraudes de emissão

Como chefe da Porsche, Müller levou tempo para se convencer da ideia de instalar motores elétricos em seus automóveis. Ele considerava as baterias caras demais e sua autonomia, insuficiente.

Contudo, o quadro mudou em 2015, com o anúncio de que a fábrica estava apta a colocar no mercado versões elétricas ou híbridas de todos os seus modelos. Isso vale até para o ícone da montadora de luxo, o Porsche 911. "A partir de 2018 também vamos oferecê-lo como híbrido plug-in", comentou em 13 de setembro a uma revista automobilística.

Uma ofensiva no campo da mobilidade elétrica poderia dar ao sucessor de Winterkorn a chance de marcar na Volks a sua visão pessoal. É algo totalmente viável, quando já se fala até em carros-esporte movidos a eletricidade.

E aí, se a clientela da Volkswagen comprar a ideia, então a fraude dos testes de emissão da montadora nos Estados Unidos vai realmente passar a ser coisa do passado.

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