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Mundo

Massacre nos EUA reacende debate sobre armas e internet

Os recentes assassinatos nos EUA reacendem a antiga questão do controle mais eficaz de posse de armas de fogo e o reconhecimento da internet como nova forma de compartilhar reações de tristeza e impotência.

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Imprensa alemã debate violência, após massacre nos EUA

"Mal passou a tristeza imediata e já surge a pergunta: Por que não há um controle mais efetivo de posse de armas?", pergunta o diário berlinense taz, em sua edição de terça-feira (17/04), após o massacre de 32 pessoas e morte do atirador no Instituto Politécnico da Virgína, ocorrido na última segunda-feira.

Segundo o jornal, haveria uma historicidade no direito à posse de armas de fogo nos EUA, ligada à conquista do continente. O massacre na Virgínia acontece, no entanto, cinco anos após a morte de 18 pessoas em uma escola de Erfurt, no estado alemão da Turíngia, sem esquecer os oito mortos de Nanterre, nos arredores de Paris, no mesmo ano.

"A loucura assassina não tem fronteiras", lembra o jornal francês Le Figaro. E se acirra mais uma vez, na Alemanha, a discussão sobre a posse de armas de fogo e sobre as lacunas legais que permitem seu comércio pela internet, que, ironicamente, acabou se tornando também um importante espaço para dividir sentimentos de tristeza e impotência.

Opiniões divergentes

Solidaritätsdschleife für Virginia

Fita de solidariedade com a Virgínia

Apesar de o teólogo da Universidade de Tübingen, Albert Biesinger, ver menos perigo de atos de agressão entre os estudantes alemães, que reagiriam de forma "mais depressiva do que agressiva" às crescentes pressões sociais do que os norte-americanos, políticos de vários partidos alemães se pronunciaram quanto à legislação em torno da posse e comércio de armas de fogo no país.

O político do Partido Verde, Jürgen Trittin, e o presidente do Sindicato dos Policiais, Konrad Freiberg, não concordam com a formulação de novas leis, apelando pelo cumprimento das existentes.

Hubertus Heil, secretário-geral do Partido Social Democrata, pede por uma maior prevenção. "Por este motivo, devemos ampliar e fortalecer as propostas em pedagogia social e psicologia nas nossas escolas", afirmou Heil ao jornal Passauer Neuen Presse.

Os políticos dos partidos da União (CDU/CSU) advertem, no entanto, para o fechamento de lacunas legais. Segundo Stephan Mayer, da área de Segurança Interna da União Cristã Social (CSU), o comércio de armas pela internet seria o calcanhar de Aquiles da adequada legislação alemã de posse de armas de fogo.

Fórum de tristeza

Gedenkfeier in Erfurt

Massacre de Erfurt: 'loucura não tem fronteiras'

No caso do massacre dos estudantes da Virgínia, a internet exerceu, ironicamente, também um outro papel. Mesmo antes de o atirador ter se suicidado, as primeiras imagens já haviam saído no Myspace.com.

Compartilhar sentimentos de tristeza e impotência também se tornou comum na internet – em blogues, no Myspace, e principalmente no Facebook.com.

Depois do massacre, houve uma verdadeira corrida ao Facebook, ao qual estão associados mais de 20 milhões de pessoas. Quem é estudante e não está no Facebook, "não existe". Mais de 500 listas de discussão surgiram em apenas um dia. O portal não funciona somente como lista de condolências. Ali são procurados desaparecidos e discutidos boatos e especulações a respeito do assunto.

O controle de armas de fogo divide a sociedade norte-americana como nenhum outro, também na internet. Espelhando a sociedade, o número de internautas favoráveis ou contrários à posse de armas é quase idêntico. Meios-termos são quase inexistentes. O país possui mais de 200 milhões de espingardas e revólveres em mãos de particulares, e, segundo uma internauta do Facebook, é mais fácil comprar uma arma do que tirar a carteira de habilitação.

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