Martti Ahtisaari, o incansável mediador | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.10.2008
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Mundo

Martti Ahtisaari, o incansável mediador

Ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari recebe o Prêmio Nobel da Paz por suas diversas mediações na África, na Europa e na Ásia nos últimos 30 anos.

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Martti Ahtisaari: para o Comitê Nobel, um destacado mediador internacional

O comitê em Oslo justificou a escolha para o Prêmio Nobel da Paz, anunciada nesta sexta-feira (10/10) com "o engajamento de Martti Ahtisaari durante quase toda a sua vida como destacado mediador internacional" na resolução de conflitos.

Como diplomata das Nações Unidas, Ahtisaari desempenhou papel decisivo na conquista da independência pela Namíbia, na década de 1980, e na resolução da guerra civil na província indonésia de Aceh, em 2005.

Menos exitosa foi sua missão no Kosovo, um ano mais tarde, quando foi incumbido de elaborar propostas para o futuro status da então província sérvia.

O ex-presidente finlandês, de 71 anos, é considerado um dos diplomatas mais experientes do mundo. Os seis anos em que presidiu a Finlândia (de 1994 a 2000) foram apenas uma pausa na série de missões de que participou em nome de organizações internacionais.

Namíbia, Bálcãs e Indonésia

Martti Oiva Kalevi Ahtisaari nasceu em 23 de junho de 1937 em Viipuri, na época pertencente à Finlândia, que fica hoje em território russo (Vyborg). Embaixador na Tanzânia de 1973 a 1976, foi nomeado encarregado das Nações Unidas para a Namíbia em 1977 e posteriormente representante especial do secretário-geral para aquele país, cujo processo de independência acompanhou em 1990 à frente de uma missão da ONU. Uma escola com seu nome na capital, Windhoek, é testemunho da sua popularidade no país. Entre 1987 e 1991 foi secretário-geral adjunto da ONU.

Depois da presidência finlandesa, criou o instituto Iniciativa de Gestão de Crises, especializado em aconselhamento e mediação na resolução de conflitos.

Em janeiro de 2005, foi encarregado de negociar entre o governo indonésio e os separatistas do Movimento Aceh Livre, que estavam em guerra desde 1976. Seis meses mais tarde, foi assinada a paz.

Entre 1991 e 1993, chefiou um grupo de trabalho das Nações Unidas na Bósnia-Herzegovina. Em 1999, intermediou, a serviço da ONU e da União Européia, o fim da guerra na Sérvia com o então presidente Slobodan Milosevic.

Status do Kosovo

Entre suas missões merecem destaque ainda a vigilância do desarmamento do IRA na Irlanda do Norte, assim como as mediações no Iraque, no Chifre da África e na Ásia Central. Sua última missão como encarregado das Nações Unidas foi a elaboração de um plano para definir o status do Kosovo.

Após enfrentar forte resistência, principalmente da Sérvia, ele entregou o seu relatório final em março de 2007 ao Conselho de Segurança, no qual recomendou a independência supervisionada pela comunidade internacional da então província sérvia de maioria albanesa. O Kosovo declarou a independência em fevereiro de 2008.

O Prêmio Nobel – que consiste em uma medalha, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de euros) – será entregue em Oslo no dia 10 de dezembro, data da morte de seu criador, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel.

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