Marinha israelense detém sem violência outro navio de ajuda a Gaza | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.06.2010
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Mundo

Marinha israelense detém sem violência outro navio de ajuda a Gaza

A sétima embarcação da Frota de Solidariedade a Gaza navegava sob bandeira irlandesa, com Nobel da Paz a bordo. Após perseguição de oito horas, navio é abordado pela Marinha israelense e conduzido ao porto de Ashdod.

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Passageiros não oferecem resistência

Após diversas advertências, a Marinha israelense interceptou no Mediterrâneo outro navio de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza. Neste sábado (05/06), os soldados ocuparam a embarcação irlandesa Rachel Corrie sem resistência dos 20 ativistas a bordo. Uma porta-voz do Exército israelense assegurou que a operação transcorreu sem violência. Não se dispararam tiros; ninguém saiu ferido.

Na segunda feira, a violenta operação militar contra o navio turco Mavi Marmara causou nove mortes e deixou 45 feridos. Desta vez, as forças israelenses não se utilizaram de helicópteros, restringindo-se a apenas abordar o navio. A organização Free Gaza protestou contra a ocupação de seu cargueiro em águas internacionais.

Die nordirischen Friedensaktivistinnen Betty Williams (r) und Mairead Corrigan Maguire

Pacifistas irlandesas Mairead Maguire e Betty Williams durante manifestação em Belfast, em 1976

A Marinha israelense perseguira por mais de oito horas o sétimo navio da Frota de Solidariedade a Gaza. A tripulação ignorou quatro advertências para que a embarcação mudasse de rumo e não adentrasse o litoral da Faixa de Gaza. Com a ação, os ativistas a bordo, entre os quais a Nobel da Paz irlandesa Mairead Maguire (66), protestam contra o bloqueio de Gaza por Israel, que já dura três anos.

De acordo com a porta-voz do Exército, a embarcação foi levada ao porto israelense de Ashdod. É ali que 1.200 toneladas de ajuda humanitária deverão ser descarregadas e inspecionadas, antes de serem transportadas para a Faixa de Gaza.

EUA advertiram ativistas da missão de protesto

Na manhã deste sábado, os Estados Unidos haviam advertido os ativistas a bordo do Rachel Corrie a não provocar confrontos e a desistir de navegar até a Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Mike Hammer, reiterou que os EUA não estão nada contentes com o bloqueio a Gaza por Israel. "A atual regra não é sustentável e deve ser mudada", declarou o porta-voz nesta sexta-feira, em Washington.

O Ministério israelense do Exterior já anunciara, na sexta-feira, que Israel não permitiria ao sétimo navio do comboio de ajuda romper o bloqueio marítimo. "Por causa do Hamas, Gaza continua sendo território de guerra e o bloqueio perdura. Nossa política não mudou", comunicou o Ministério.

O navio irlandês transportava, entre outras coisas, 560 toneladas de cimento, material que Israel não permite entrar em Gaza. A alegação do governo israelense é de que o Hamas, grupo radical islâmico que governa a região palestina, possa vir a construir novas estruturas militares. Segundo as organizações de ajuda humanitária, a falta de cimento é um dos principais obstáculos para a reconstrução da região destruída em 2008/2009 pelas forças israelenses.

Grande movimentação na fronteira entre Gaza e Egito

Na quinta-feira, o Egito voltou a abrir sua fronteira com Gaza por razões humanitárias. Segundo informações egípcias, até este sábado 3.500 palestinos haviam passado pelo controle de fronteiras em Rafah, entre os quais pacientes em busca de tratamento médico no Egito. Cerca de 250 caminhões transportaram material de ajuda humanitária à região palestina.

Após a violenta operação militar israelense contra o navio turco de ajuda humanitária na segunda-feira, Israel foi alvo de protestos em todo o mundo. Em Sidney, cidade portuária australiana, milhares de pessoas protestaram neste sábado contra o bloqueio da Faixa de Gaza e o ataque à frota de ajuda. Os manifestantes chegaram a queimar a bandeira de Israel.

Na Suécia, os trabalhadores portuários decidiram boicotar durante uma semana todas as embarcações que naveguem sob a bandeira de Israel. Em protesto contra a recente violência militar, eles vão se recusar a carregar ou descarregar embarcações do país entre 15 e 24 de junho. O boicote também valerá para mercadorias israelenses, conforme comunicou o sindicato sueco dos trabalhadores portuários neste sábado.

SL/dpa/apn
Revisão: Carlos Albuquerque

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