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Futebol

Marin concorda com extradição para os EUA

Justiça suíça diz que ex-presidente da CBF será levado em até dez dias aos Estados Unidos, onde responderá processo por corrupção. Ele é acusado de receber milhões de dólares em propinas.

O ex-presidente da CBF José Maria Marin aceitou ser extraditado para os Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (28/10) o Ministério da Justiça da Suíça, onde o brasileiro está detido desde maio deste ano.

Segundo as autoridades, Marin, que presidiu o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, concordou com uma audiência judicial solicitada pelos EUA. Ele ficará sob a custódia de uma escolta policial americana e será levado para os EUA em até dez dias, disse o ministério em comunicado.

Marin havia se oposto à extradição até esta terça-feira. A data da extradição não será informada por motivos de segurança, disse o ministério.

O brasileiro de 83 anos

foi preso em 27 de maio num hotel de luxo em Zurique, com outros seis cartolas da Fifa

, dois dias antes da eleição presidencial da entidade máxima do futebol. A prisão dos dirigentes foi executada a pedido da Justiça dos EUA, que pretende julgá-los.

Nos Estados Unidos, Marin responderá processo por corrupção. Se condenado, pode pegar até 20 anos de cadeia.

Marin é acusado de "aceitar propinas de milhões de dólares de empresas de marketing esportivo" no contexto de quatro torneios da Copa América e das edições da Copa do Brasil de 2013 a 2022. Segundo o ministério suíço, o ex-dirigente teria "compartilhado as propinas com outras autoridades do futebol".

O único que já havia aceitado a extradição foi o antigo vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb. Os outros cinco cartolas da entidade estão apelando contra a extradição, disse o Ministério da Justiça da Suíça.

Marin foi apontado para a presidência do Comitê Organizador da Copa de 2014 após a renúncia de Ricardo Teixeira, envolvido em outro escândalo de corrupção da Fifa. Ao ser preso, Marin trabalhava para a organização do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

LPF/efe/ap/rtr

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