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Mundo

Maremoto sem tsunami surpreende cientistas

O último maremoto no Sudeste Asiático chegou a 8,7 pontos na escala Richter, mas ao contrário do ocorrido em dezembro (9 pontos), não desencadeou nenhuma onda avassaladora. Cientista alemão explica por quê.

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Três quartos da ilha indonésia Nias em ruínas

O Sudeste Asiático continua sob ameaça de maremotos subseqüentes, conforme avalia o Centro de Pesquisa Geológica de Potsdam (GFZ), envolvido no desenvolvimento de um sistema de advertência de tsunamis no Oceano Índico. "Nos próximos meses, devemos contar com tremores em torno de sete pontos da escala Richter", prevê o sismólogo Jochen Zschau, do GFZ.

Ao contrário do forte maremoto que devastou a região no final de dezembro, o tremor subseqüente ocorrido nesta segunda-feira (28/03) não ocasionou, contudo, nenhum tsunami. Um verdadeiro milagre. O professor Zschau considera "absolutamente surpreeendente" o maremoto de agora não ter desencadeado ondas gigantescas.

Tsunami só após tremor vertical

Isso se deve a dois fatores. Em primeiro lugar, desta vez o tremor foi horizontal, sendo que apenas movimentos verticais podem gerar tsunamis. Além disso, a energia liberada por este maremoto foi dez vezes mais fraca que em dezembro. O mais recente tremor teve uma intensidade de 8,7 pontos, enquanto o do fim do ano passado chegou a 9,0 pontos.

Como a escala Richter é uma escala logarítmica, um ponto a mais implica um tremor aproximadamente 30 vezes mais forte. Dois cientistas americanos acreditam até que o maremoto de dezembro tenha chegado a 9,3 pontos.

Profundidade suficiente para onda gigante

Não são apenas o tipo e a intensidade do tremor que determinam se vai haver ou não um tsunami. A profundidade da água e a estrutura do litoral também são relevantes. Maremotos em mares mais rasos não têm conseqüências tão graves porque envolvem uma quantidade de água menor. A força de um tsunami também depende diretamente da profundidade em que se deu o tremor, confirma Zschau.

O mais surpreendente é que a profundidade do último maremoto, que causou a morte de duas mil pessoas, poderia ter perfeitamente provocado um tsunami. Seu epicentro foi a 250 quilômetros ao sudeste de Banda Aceh, na extremidade norte de Sumatra, e cerca de dez quilômetros abaixo do fundo do mar.

Três quartos das ilhas em ruínas

As ilhas mais atingidas, Simeulue e Nias, se localizam a apenas 90 quilômetros dali. Segundo organizações de ajuda humanitária, as paredes dos edifícios em Banda Aceh tremeram durante alguns minutos, sem conseqüências mais sérias. Nas ilhas afetadas, 75% das casas, ruas e pontes foram destruídas e o abastecimento de água e rede de telefone foram interrompidos.

O governo alemão expressou suas condolências por milhares de vítimas mortas neste maremoto e ofereceu ajuda prática. O presidente Horst Köhler considera "inacreditável" que, após a morte de 300 mil pessoas em dezembro, uma nova catástrofe venha a fazer mais vítimas na região.

Tremor subseqüente com atraso

Para os cientistas, o inacreditável é isso não ter ocorrido antes. "Os grandes maremotos subseqüentes geralmente ocorrem logo depois do tremor principal", explica Zschau. "Em geral, isso acontece dentro de poucas horas ou dias." Para o sismólogo, a intensidade de 8,7 depois deste espaço de tempo também é incomum.

O Centro de Pesquisa Geológica de Potsdam está intereiramente ocupado com a instalação do sistema de advertência de tsunamis para o Oceano Índico. "Calculamos que as primeiras estações fiquem prontas ainda este ano", prevê Zschau. No entanto, só em 2006 o sistema vai poder começar a funcionar parcialmente.

Tsunami Frühwarnsystem Pazifischer Ozean Boje

Bóia do sistema de advertência do Pacífico contra tsunamis

No recente maremoto, os governos das regiões ameaçadas foram informados de um possível perigo de tsunami pelo centro de advertência do Pacífico. Daquela distância, no entanto, só é possível prever a intensidade do tremor, mas não se pode afirmar nada sobre o verdadeiro risco de tsunamis.

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