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Ciência e Saúde

Marchas no mundo levam milhares às ruas contra mudanças climáticas

Diversos países realizam manifestações pela proteção ambiental. Em Nova York, local de cúpula do clima da ONU em dois dias, mais de 100 mil pessoas se reuniram, incluindo o secretário-geral Ban Ki-moon.

Dois dias antes da reunião de cúpula do clima da ONU, em Nova York, mais de 1.500 organizações convocaram neste domingo (21/09) passeatas em diversas cidades contra as mudanças climáticas. Centenas de milhares de pessoas se mobilizaram com o objetivo de pressionar políticos para a conclusão de um acordo efetivo na proteção do meio ambiente.

Cerca de 2.700 manifestações estavam previstas em 162 países, mas o local da maior passeata foi justamente na própria Nova York, autodenominada a "maior manifestação climática de todos os tempos". Ao som de bandas e exibindo flores gigantes, em torno de 100 mil pessoas, incluindo astros de Hollywood, políticos, ativistas e estudantes, participaram da Marcha do Povo pelo Clima.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon – que convocou a reunião de cúpula que terá a participação de mais de 120 líderes mundiais – o ex-vice-presidente americano Al Gore e o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, estiveram nas ruas. O ator Leonardo di Caprio, que recentemente foi nomeado mensageiro da paz da ONU devido ao seu engajamento pelo meio ambiente, também marcou presença.

Manifestações ocorreram também em outras cidades, como Londres, Sydney, Paris, Madri, Cabul, Istambul e Rio de Janeiro.

Em Berlim também houve protestos. Segundo a polícia, cerca de 3.500 pessoas estiveram no Portão de Brandemburgo, mas os organizadores falam de 10 mil participantes. "É aviso para os políticos. A mudança climática não é apenas um tema para ambientalistas, é uma questão que afeta a todos nós", disse o porta-voz dos organizadores da passeata em Berlim, Ricken Patel.

Alemanha em papel de liderança

Klimawandel Protest in Berlin

Manifestantes em Berlim: "todos somos o clima"

Na cúpula em Nova York, medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono estão na pauta de discussão. Resultados concretos são esperados para 2015. A meta é limitar o aquecimento global em dois graus Celsius até o fim do século.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, não irá à cúpula do clima e será representada pelo ministro do Desenvolvimento, Gerd Müller, que vê a Alemanha em um papel de liderança nesse assunto. "A Alemanha é lugar de excelência quando se trata de mudança climática", afirmou o político, que disse ainda que países emergentes e em desenvolvimento necessitam urgentemente do conhecimento e know-how alemães.

"Com cada euro que investimos, pouparemos quatro que teríamos que gastar no futuro para consertar os danos ambientais", completou Müller. "Não é nada mais e nada menos do que questões de sobrevivência humana. Quem não entender isso agora vai ter que pagar caro no futuro", disse o ministro.

PV/rtr/dpa/afp

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