Marcha das Mulheres reúne milhares contra Trump em todo o mundo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.01.2017
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Mundo

Marcha das Mulheres reúne milhares contra Trump em todo o mundo

Manifestantes saem às ruas de centenas de cidades em mais de 20 países para protestar contra o novo presidente dos Estados Unidos e pedir respeito aos direitos das mulheres e mais tolerância.

Centenas de milhares de pessoas participaram neste sábado (21/01) da Marcha das Mulheres, uma série de manifestações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e favor dos direitos das mulheres e das minorias em várias cidades do mundo.

A marcha foi inicialmente convocada nos Estados Unidos, mas acabou ganhando adesão em todo o mundo, com mais de 670 manifestações marcadas em mais de 20 países. As primeiras ocorreram na Austrália e na Nova Zelândia.

Women's March in Washington USA

Manifestação pode se tornar uma das maiores da história em Washington

Em Washington, onde se esperava a participação de meio milhão de pessoas, a marcha pode se tornar uma das maiores manifestações da história do país. O comparecimento foi tão alto que o público lotou todo o trajeto inicialmente previsto, que seguia até perto da Casa Branca.

Madonna

Madonna discursou contra o novo presidente dos EUA, em Washington

"Marchamos hoje pelo núcleo moral desta nação, contra o qual o novo presidente está entrando em guerra", afirmou a atriz America Ferrera. "Nossa dignidade, nosso caráter, nossos direitos estão sob ataque, e a plataforma de ódio e divisão assumiu o poder ontem. Mas o presidente não é os Estados Unidos. Nós somos os Estados Unidos e estamos aqui para ficar."

Celebridades como as atrizes Scarlett Johansson, Ashley Judd e Julianne Moore, as cantoras Alicia Keys e Katy Perry e o cineasta Michael Moore estiveram presentes. A cantora Madonna apareceu de surpresa e fez um discurso contra Trump.

Women's March in Washington USA

Construa um muro em torno de Trump, diz o cartaz à direita

Boa parte das manifestantes vestiu um gorro cor de rosa com orelhas de gato, que se tornou um símbolo das mulheres que criticam Trump. O gorro é conhecido como pussy hat, um trocadilho com a palavra pussycat. Em inglês, pussy pode significar tanto gatinha ou gatinho como o órgão sexual feminino, em linguajar vulgar.

Trata-se de uma referência ao áudio de 2005 que foi vazado durante a campanha eleitoral e no qual Trump afirma que, "quando você é uma estrela, [as mulheres] deixam você fazer o que quiser. Você pode agarrá-las pela pussy".

Através do Twitter, a ex-candidata presidencial democrata Hillary Clinton agradeceu o apoio dos manifestantes, que, em suas palavras, "falam e marcham por nossos valores".

Manifestações também aconteceram em Chicago, Boston, Nova York, Austin, Atlanta, Seattle, Los Angeles e várias outras cidades. Imagens aéreas mostram ruas lotadas de pessoas que protestam contra a misoginia, a homofobia, o racismo e a intolerância religiosa. Em Chicago, a marcha propriamente dita foi suspensa por causa da alta participação. A estimativa é de que 150 mil pessoas tenham participado. Em Los Angeles, a polícia estimou o público em 500 mil.

Women's March in London Großbritannien

Milhares participaram da marcha em Londres

Em Londres, os organizadores disseram que mais de cem mil pessoas participaram da marcha, um número que não pôde ser verificado, já que a polícia não divulgou estimativas. "Londres se solidariza com o mundo para mostrar como valorizamos os direitos que toda mulher deve ter, afirmou o prefeito Sadiq Khan, que compareceu à marcha.

 Women's March in Paris Frankreich

Manifestantes se concentraram em frente à Torre Eiffel, em Paris

Em Paris, ao menos 7 mil pessoas se reuniram perto da Torre Eiffel, segundo a polícia, exibindo cartazes com os dizeres "liberdade, igualdade, irmandade", numa referência ao slogan nacional.

Women's March in Berlin Deutschland

Em Berlim, protesto aconteceu em frente ao Portão de Brandemburgo

Na Alemanha houve protestos em Berlim, Frankfurt, Munique e Heidelberg. Na capital, os manifestantes se concentraram em frente ao Portão de Brandemburgo.

Women's March in Helsinki Finnland

Manifestante compara Trump a Hitler em Helsinque

Em Tel Aviv, os manifestantes exibiram cartazes com os dizeres "o ódio não é legal" e "direitos das mulheres são direitos humanos".

Protestos semelhantes aconteceram em Barcelona, Roma, Amsterdã, Lisboa, Genebra, Helsinque, Calcutá e Tel Aviv.

AS/afp/ap/efe/dpa

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