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Cultura

Manuscritos de Schiller salvos da deterioração

Três manuscritos de importantes obras de Schiller estão ameaçados. Até início de 2005, 280 folhas escritas à mão pelo expoente do classicismo alemão serão restauradas.

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Johann Christoph Friedrich von Schiller (1759-1805)

A fundação Weimarer Klassik está restaurando manuscritos do escritor Friedrich Schiller (1759-1805). Até a comemoração dos 200 anos de sua morte, no início de 2005, deverão ser restauradas todas as 280 folhas do Arquivo Goethe e Schiller, os dois expoentes do classicismo alemão. Entre os escritos a serem recuperados, alguns estão ameaçados de deterioração, inclusive os de Wilhem Tell, Kabala und Liebe (Cabala e Amor) e do fragmento Demetrius.

Weimar

Goethe e Schiller, escultura em Weimar

Enquanto Goethe documentava todo seu processo de produção, guardando cada linha escrita, seu interlocutor e amigo Schiller destruía todos os esboços e rascunhos após concluir a obra. "Isso significa que sobreviveram apenas poucos manuscritos de obras de Schiller", explica o diretor do arquivo, Jochen Golz. O mais antigo arquivo literário da Alemanha possui de Schiller apenas estas 280 folhas escritas que estão sob os cuidados da restauradora de papel Nicole Stiebel.

A restauração está sendo financiada com uma doação da Fundação Krupp. A iniciativa partiu de estudiosos do arquivo, que haviam feito um apelo público pela salvação dos manuscritos de Schiller. Na época, a diretora da seção de manuscritos, Roswitha Wollkopf, dissera que a restauração só poderia ser realizada a tempo com um orçamento de aproximadamente cem mil euros.

Minucioso registro dos danos

É com imenso cuidado que Nicole Stiefel pega na mão os esboços da segunda versão da tragédia do falso czar Demetrius e examina com todo cuidado os danos do papel, registrando-os nos menores detalhes. "Isso é necessário, para se poder entender depois em que estado estava o manuscrito e o que foi restaurado com qual técnica", explica a restauradora.

" Demetrius é uma das poucas peças de Schiller da qual restaram anotações de idéias poéticas, esboços de personagens e de cenários para diferentes atos", diz Golz. Schiller havia iniciado a peça pouco antes de sua morte e não chegou a concluí-la. "Sabe-se que em outras obras, como a trilogia Wallenstein, ele fez um grande volume de esboços e anotações preliminares." Mas nada disso restou.

Revirando arquivos de teatro

Os arquivos de editoras também praticamente não possuem manuscritos de Schiller. "Na época, não era comum se guardarem manuscritos", afirma Golz. Os pesquisadores tiveram mais sorte nos arquivos de teatro. Na época do classicismo de Weimar, era comum os teatros comprarem uma segunda via dos manuscritos antes da publicação de alguma peça. "Caso a peça já tivesse sido publicada, qualquer um podia encená-la sem ter que pagar direitos autorais." Entre outras coisas, a fundação também possui duas folhas bastante danificadas da primeira montagem de Wilhelm Tell em Weimar. O resto do manuscrito foi destruído num incêndio do teatro.

Umidade, microorganismos, substâncias para clarear o papel e o processo de oxidação da tinta são as principais causas da deterioração dos manuscritos, além do uso freqüente ou de danos causados por água e fogo. Sejam rasgos, manchas, pequenas perfurações ou vestígios de cola de antigas restaurações, tudo tem que ser eliminado da forma mais imperceptível, conforme explica a restauradora.

Schiller Nationalmuseum in Marbach

Museu Nacional Schiller, em Marbach

Algumas das peças restauradas serão expostas em 2005 numa mostra especial do Arquivo Schiller de Marbach e do município de Weimar.

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