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Brasil

Mantega é detido em nova fase da Lava Jato

PF detém ex-ministro da Fazenda no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mandado é de prisão temporária. Nova fase da operação investiga contratação de empresas, pela Petrobras, para construção de plataformas.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi detido na manhã desta quinta-feira (22/09) pela Polícia Federal em São Paulo, durante a nova fase da Operação Lava Jato. A prisão é temporária. Mantega foi detido no Hospital Albert Einstein, onde acompanhava a mulher, que passou por uma cirurgia.

A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, iniciou nesta quinta-feira a 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X. Essa nova fase investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal. As empresas são a empreiteira Mendes Júnior e a OSX, do empresário Eike Batista.

De acordo com o Ministério Público Federal do Paraná, em julho de 2012, o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de 922 milhões de dólares para a construção das plataformas.

A Polícia Federal suspeita que, em 2012, Mantega tenha interferido junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha do PT. Esses valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do partido. São apurados os crimes de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Em depoimento ao Ministério Público, Batista disse que, em novembro de 2012, Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões para o PT. Para fazer o repasse, Batista firmou contrato falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em abril de 2013 constatou-se a transferência de 2,350 milhões de dólares, no exterior, entre contas de Batista e dos publicitários.

Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo mandados judiciais em cidades nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, da Bahia e no Distrito Federal. São 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para delegacia, preste depoimento e, em seguida, é liberada.

A PF explicou que o nome Arquivo X, dado à operação, alude a um dos grupos empresariais investigados e que tem como marca a colocação e repetição do X nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial, em clara referência às empresas de Eike Batista.

AS/ots/abr

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