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Mundo

Manifestantes ignoram governo e seguem nas ruas de Hong Kong

Movimento pró-democracia se fortalece após repressão policial. Protestos são os mais graves desde que ex-colônia britânica passou ao domínio chinês e representam um dos maiores desafios políticos para Pequim em décadas.

Milhares de manifestantes pró-democracia continuam acampados no centro de Hong Kong, nesta terça-feira (30/09), desafiando a ordem do governo regional para que, pacificamente, dispersem o protesto.

O movimento ganhou maior adesão após, no fim de semana, a polícia usar spray de pimenta e gás lacrimogêneo para tentar dissipar a manifestação. Desde o início dos protestos, 41 pessoas foram feridas e 78 foram detidas.

Sem as tropas de choque nas ruas, os líderes dos protestos estão pedindo aos manifestantes que permaneçam acampados até quarta-feira, Dia Nacional da China. Residentes da ex-colônia portuguesa de Macau, perto de Hong Kong, planejam uma marcha para esse dia. Apoiadores pró-democracia vindos de outros países também devem protestar, o que pode causar ainda mais desconforto a Pequim.

Os manifestantes continuam descansando sob guarda-chuvas, que viraram um símbolo do atual movimento pró-democracia, que impõe a Pequim um de seus maiores desafios políticos desde o episódio da Praça da Paz Celestial, há 25 anos.

Os manifestantes, que não têm um líder identificado, formam juntos um movimento composto, em grande parte, por estudantes informados e conectados à internet, que cresceram com liberdades não permitidas na China continental.

Na segunda-feira, em comunicado, o governo de Hong Kong pediu uma dispersão "o mais rápido e pacificamente possível". "Já que a calma foi em grande parte restaurada nas ruas onde os cidadãos se reúnem, a tropa de choque foi retirada", diz o texto.

Milhares de manifestantes continuavam, na manhã desta terça-feira, reunidos nos arredores do principal prédio do governo de Hong Kong, ignorando avisos de líderes do movimento de deixar o local por receio de que a polícia recorresse a balas de borracha.

Para se protegerem da repressão policial numa cidade que é famosa pelas chuvas, manifestantes têm usado guarda-chuvas como escudo.

"O guarda-chuva é provavelmente o símbolo mais marcante deste protesto em Hong Kong", disse a parlamentar pró-democracia Claudia Mo. "Agora que o spray de pimenta se tornou tão comum, temos que usá-los contra isso. A polícia tem escudos de altíssima qualidade – nós só temos nossos guarda-chuvas."

As exigências dos manifestantes

A China governa Hong Kong através de uma fórmula limitada de democracia, que confere relativa autonomia à região, mas não permite eleições independentes.

Os manifestantes querem o direito de escolher livremente seus candidatos, mas Pequim insiste em limitar as eleições de 2017 a um número restrito de nomes fiéis ao governo, com temores de que os apelos pró-democracia se espalhem pro seu território.

Os manifestantes também pedem a saída do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, que prometera uma ação firme contra os protestos. A agitação em Hong Kong é a pior desde que a China retomou a ex-colônia britânica, em 1997.

RPR/rtr/afp

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