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Mundo

Manifestantes desafiam ordem de dispersão em Hong Kong

Com esfriamento dos ânimos, governo retira tropa de choque, mas exige que multidão deixe as ruas "rápida e pacificamente". Guarda-chuvas, usados como escudos, viram símbolo do movimento que reivindica mais democracia.

Após três dias de confrontos violentos, a tropa de choque se retirou das ruas de Hong Kong nesta segunda-feira (29/09). Com os ânimos esfriados, muitos manifestantes continuam concentrados em alguns locais no centro financeiro da Ásia, descansando sob guarda-chuvas, que viraram um símbolo do atual movimento pró-democracia.

Em comunicado, o governo de Hong Kong pediu uma dispersão "o mais rápido e pacificamente possível". "Já que a calma foi em grande parte restaurada nas ruas onde os cidadãos se reúnem, a tropa de choque foi retirada", diz o texto. A decisão se deu um dia depois que os protestos foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e sprays de pimenta.

Nas primeiras horas do dia, alguns manifestantes chegaram a erguer barricadas para bloquear as forças de segurança. Milhares também continuavam reunidos nos arredores do principal prédio do governo de Hong Kong, ignorando avisos de líderes do movimento de deixar o local por receio de que a polícia recorresse a balas de borracha.

Para se protegerem da repressão policial numa cidade que é famosa pelas chuvas, manifestantes têm usado guarda-chuvas como escudo. "O guarda-chuva é provavelmente o símbolo mais marcante deste protesto em Hong Kong", disse à agência AFP a parlamentar pró-democracia Claudia Mo. "Agora que o spray de pimenta se tornou tão comum, temos que usá-los contra isso. A polícia tem escudos de altíssima qualidade – nós só temos nossos guarda-chuvas".

A China governa Hong Kong através de uma fórmula limitada de democracia, que confere relativa autonomia à região, mas não permite eleições independentes. Os manifestantes querem o direito de escolher livremente seus candidatos, mas Pequim insiste em limitar as eleições de 2017 a um punhado de candidatos fieis ao governo, com temores de que os apelos pró-democracia se espalhem pelo continente.

Os manifestantes também pedem a saída do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, que prometera uma ação firme contra os protestos. A agitação em Hong Kong é a pior desde que a China retomou a ex-colônia britânica, em 1997.

IP/rtr/afp

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