Manifestantes de outros países solidarizam com protestos na Grécia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.12.2008
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Mundo

Manifestantes de outros países solidarizam com protestos na Grécia

Sexto dia de tumultos na Grécia foi marcado por uma série de protestos em outros países europeus, em sinal de solidariedade aos manifestantes.

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Tumultos em Atenas

Nesta quinta-feira (11/12), aconteceram vários confrontos entre policiais e manifestantes em Atenas. Em diversos bairros da cidade foram registrados tumultos. Centenas de jovens se reuniram em frente à penitenciária Coridallos, onde supostamente está detido o policial que disparou os tiros que levaram à morte do jovem de 15 anos no último sábado (6/12), fato que desencadeou a série de tumultos no país.

Em frente à Faculdade de Agronomia de Atenas houve sérios confrontos entre policiais e manifestantes. Nos bairros Nea Smyrni e Galatsi, jovens destruíram estabelecimentos comerciais e atacaram prédios de instituições públicas. Centenas de escolares bloquearam o trânsito da cidade durante o dia.

Resposta aos escândalos e corrupção

Athen Griechenland Proteste Krawalle

Estudante morto pela polícia é lembrado nas manifestações de protesto

Várias universidades e cerca de cem escolas de Atenas mantiveram-se fechadas nesta quinta-feira. Para a sexta-feira estão marcadas várias manifestações de associações de estudantes e uma grande marcha de protesto. "Estamos cheios de escândalos e corrupção", afirmou Efi Giannisi, um dos particpantes, de 38 anos, à agência de notícias Reuters.

Apesar de todos os tumultos, a situação da quinta-feira foi menos tumultuada, se comparada aos dias anteriores. Funcionários da prefeitura de Atenas, munidos de máscaras de proteção contra gás lacrimogêneo, deram início ao trabalho de reparação dos danos provocados nas ruas e começaram a afastar barricadas.

Perdas e danos

Representantes da Câmara de Indústria e Comércio de Atenas afirmam que 435 estabelecimentos comerciais foram danificados na cidade, 37 deles completamente destruídos. Os prejuízos somente na capital são estimados em 200 milhões de euros de acordo com a Confederação do Comércio do país.

Parte da população mostra-se extremamente frustrada frente à falta de habilidade do governo de conter a onda de violência. Devido à estreita maioria dos conservadores no Parlamento, está sendo aventada a possibilidade de que as próximas eleições sejam antecipadas. "A maior possibilidade agora é a de que o premiê Caramanlis convoque eleições em dois ou três meses", prevê Georges Prevalakis, professor de Geopolítica da Sorbonne, em Paris.

Solidariedade fora do país

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Foto de Alexandros Grigoropoulos, próximo à embaixada grega em Roma

Em várias outras cidades européias foram registrados protestos em solidariedade aos manifestantes gregos. Em Madri, foram detidos nove envolvidos num confronto com a polícia. Em Barcelona, a manifestação de apoio levou cerca de 300 pessoas às ruas. A polícia dissolveu a passeata depois que alguns manifestantes começaram a atirar pedras contra fachadas de bancos na cidade.

Em Copenhague, a polícia dissolveu uma marcha de apoio aos manifestantes gregos na noite da última quarta-feira. Os cerca de 200 participantes anunciaram na capital dinamarquesa, através de megafones, a simpatia pelos jovens nas ruas da Grécia.

Em frente às representações diplomáticas

Em Roma e Bolonha houve também uma série de protestos de solidariedade aos manifestantes gregos. Segundo agências de notícias italianas, forças policiais teriam sido atacadas pelos manifestantes com pedras, após um protesto ocorrido em frente à embaixada grega no país. Também em frente ao consulado grego em Bolonha, as autoridades locais registraram tumultos.

Em diversas outras cidades do mundo, como Nova York, Istambul, Sófia e Bordeaux, houve protestos de solidariedade aos manifestantes na Grécia.

O premiê grego, Costas Caramanlis, viajou, apesar da situação tensa no país, para participar do encontro de cúpula da União Européia em Bruxelas. O governo grego já passava por uma séria crise antes da onda de manifestações, ficando ainda mais desestabilizado após os distúrbios dos últimos dias.

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