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Mundo

Manifestação de solidariedade a Israel em Frankfurt

Ministro alemão do Interior, Otto Schily, foi um dos oradores. A manifestação também foi em prol da paz no Oriente Médio.

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Otto Schily (c) na manifestação pró Israel

Aproximadamente 2.500 pessoas participaram, nesta quarta-feira, em Frankfurt, de uma manifestação em prol da paz no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, de solidariedade para com Israel. A concentração, organizada pelo Conselho Central dos Judeus na Alemanha (CCJA) ocorreu na praça diante da Igreja de São Paulo, a tradicional Paulskirche, em Frankfurt, tendo por lema "Contra o terror – pela paz".

Os principais oradores na concentração, sob fortes medidas de segurança, foram o ministro alemão do Interior, Otto Schily, o embaixador israelense na Alemanha, Shimon Stein, o presidente do CCJA, Paul Spiegel, e o secretário-geral da União Democrata-Cristã, maior partido de oposição, Laurenz Meyer.

Terrorismo não se justifica - Todos pronunciaram-se contra uma condenação unilateral da atuação israelense e contra qualquer tentativa de se justificar ou desculpar atos de terrorismo em Israel. "Somente quem é contra o terror, pode conquistar a paz", disse o ministro alemão. O político do Partido Social Democrático ressaltou a posição do governo alemão e da União Européia, empenhados em uma solução de paz para o Oriente Médio. A Alemanha está "plenamente consciente de sua responsabilidade especial" pela segurança de Israel, expôs Otto Schily, para depois ressaltar que não há como solucionar, a longo prazo, o conflito com os palestinos por via militar.

Faixas contra Fischer e Arafat - Os participantes da manifestação portavam faixas com os dizeres: "Israel tem amigos", "Arafat é um assassino" e "Joschka Fischer incentiva o anti-semitismo na Alemanha". O ministro das Relações Exteriores da Alemanha acaba de apresentar à UE um plano de paz para o Oriente Médio. A polícia impediu que cerca de 20 pessoas levando bandeiras palestinas perturbassem os discursos. Palestinos e simpatizantes pretendem realizar uma manifestação em Frankfurt no próximo sábado (13).

Segundo o embaixador Shimon Stein, Israel encontra-se numa luta muito difícil contra o terrorismo. Os atentados suicidas palestinos já causaram mais de 420 vítimas entre os israelenses, desde o seu início, matando mais civis do que soldados. Paul Spiegel, por sua vez, conclamou os países árabes a aceitarem incondicionalmente o direito de existência do Estado de Israel. Ao mesmo tempo, o presidente do Conselho Central dos Judeus também apoiou a reivindicação palestina de um Estado independente.