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Cultura

Mangue beat, eletrônicos dos Bálcãs e muito mais

Em 2005, sons dos quatro cantos do planeta sacudiram milhares de pessoas nas pistas alemãs. Fusão de tradição e pop, Ocidente e Oriente, marcam o ritmo da retrospectiva musical do ano.

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O pernambucano DJ Dolores: milhares de adeptos nas pistas européias

O grande sucesso da cena de world music em 2005, na Alemanha, foi o casal de cegos Amadou e Mariam, do Mali. Os dois compõem juntos desde que se conheceram numa escola para deficientes visuais em Bamaco, capital do país.

Até que conseguissem chegar aos ouvidos europeus, foram necessárias muitas fitas cassete enviadas a produtores e gravadoras, algumas mudanças de cidade ainda na África e infindáveis duchas de água fria num país onde é praticamente impossível viver apenas de música. Mas não é que, na década de 90, um produtor francês ouviu o som dos dois e a mudança para Paris aconteceu.

Mãozinha de Manu Chao

O sucesso internacional só viria, porém, daí a dez anos, com a mãozinha dada, em meados de 2005, pela estrela da world music: Manu Chao. Amadou e Mariam produziram com ele o CD Dimanche a Bamako (Domingo em Bamaco) e se transformaram num sucesso total de público.

Semanas a fio, os dois encabeçaram o ranking de world music europeu, chegando até mesmo às paradas pop em vários países, com direito a incontáveis apresentações em festivais internacionais e programas de rádio. Ou seja, em setembro último, o casal do Mali foi verdadeiramente celebrado como "a novidade do ano". Uma ironia do destino, considerando que eles têm 30 anos de estrada musical.

Por que África Ocidental?

E por que tantos músicos vindos da África Ocidental nas rádios e nos palcos europeus? O volume de música de qualidade feito ali é realmente alto ou será que existe uma tendência a divulgar melhor o que se produz nas ex-colônias francesas? O som que vem do oeste africano, especialmente do Mali, já se tornou um must nas paradas de sucesso européias.

Em 2005, também o segundo lugar no ranking de world music ficou nas mãos de músicos do país. O CD In The Heart of Moon, de Toumani Diabate e Ali Farka Toure, é, em termos de produção musical, o inverso de qualquer estrutura pop. Foi gravado ao vivo, sem ensaios, em três shows de duas horas.

O resultado mostra como dois músicos sensacionais se encontram: Ali Farka Toure – o todo poderoso do blues malinês, com o som áspero de seu violão – e Toumani Diabate celebraram em grande estilo a volta à cena musical.

Hip hop de imigrantes: sucesso total

BANTU & AYUBA bei den Kora-Awards 2005 in Durban Südafrika

O projeto afro-alemão Bantu, ao receber prêmio na África do Sul

Mas será que é possível encontrar boa música africana vinda da Alemanha? Em relação a 2005, é uma obrigação dizer que sim, é possível. A banda Bantu – um projeto teuto-nigeriano de hip hop do teuto-africano Ade Odukoja – resgatou as raízes africanas, colocando no mercado o CD Fuji Satisfaction, ao lado de Adewale Ajuba. Mas o sucesso da banda Bantu não se reduz à Europa. O CD acaba de receber dois Kora Awards, uma espécie de Grammy sul-africano.

E do Brasil?

O maior exemplo é definitivamente DJ Dolores (Hélder Aragão). Seu Aparelhagem passou também um longo tempo em primeiro lugar no ranking da world music na Europa e seus shows no continente atraíram milhares de adeptos às pistas de dança. Somente durante a Jornada da Juventude, em Colônia, seus remixes iconoclastas moveram nada menos que 65 mil pessoas.

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