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Alemanha

Mandato alemão no Chifre da África é prorrogado apesar de críticas

O Parlamento prolongou por mais um ano o mandato das Forças Armadas alemãs na missão internacional antiterror. Entretanto aumentam entre os políticos as críticas à forma como o terrorismo vem sendo combatido.

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Marinha alemã em Djibuti, no Chifre da África

Cinco anos após os atentados de 11 de setembro, a Alemanha continua participando da operação internacional antiterror Enduring Freedom (Paz duradoura), organizada pelos Estados Unidos. A câmara baixa do Parlamento (Bundestag) prorrogou nesta sexta-feira (10/11) o mandato das tropas por mais um ano, embora reduzindo o contingente máximo de 2800 para 1800 homens.

Além de sofrer uma redução paulatina do contingente máximo, desde 2001, a participação efetiva da Bundeswehr no combate ao terrorismo internacional nunca ultrapassou os 500 homens.

Críticas ao Comando de Forças Especiais

Diversos deputados criticaram a forma como o terrorismo internacional vem sendo combatido, dentre eles o social-democrata Hans-Ulrich Klose. Entretanto, ele admite que abandonar agora a missão "seria um passo totalmente errado", passível de ser interpretado pelos talibãs e pelas redes internacionais de terrorismo como indício do enfraquecimento do Ocidente e vitória de suas próprias estratégias.

No momento, a contribuição concreta da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) para a luta internacional antiterrorismo se restringe a 330 soldados da Marinha, que inspecionam o acesso marítimo ao Chifre da África.

O mandato prevê ainda o envio de até cem soldados do Comando de Forças Especiais (KSK). Contudo, desde que a grande coalizão assumiu o poder em Berlim, nenhum membro do KSK foi posto em ação, lembrou Eckart von Klaeden, da União Democrata Cristã (CDU).

Justamente essa parte do mandato vem sendo alvo de críticas nos últimos tempos. Em anos anteriores, homens do KSK foram mobilizados para o Afeganistão, onde, segundo acusações da vítima, teriam participado das torturas contra o turco residente em Bremen Murat Kurnaz, acusado pelos EUA de apoiar a Al Qaeda e o Talibã.

Verdes agora são contra

Gregor Gysi und Oskar Lafontaine

Oskar Lafontaine (d) e Gregor Gysi, do Partido de Esquerda

Embora a acusação não tenha ainda sido confirmada, vários parlamentares alemães desaprovam as formas de combate ao terror adotadas no Afeganistão. Um deles é o líder da bancada do Partido de Esquerda, Oskar Lafontaine.

"O direito internacional está sendo brutalmente violado, se cada vez mais civis perdem a vida. Essa luta transgride permanentemente as convenções de Genebra", declarou na sessão parlamentar desta sexta-feira.

Longe de reduzir os perigos do terrorismo, essa mobilização produz nova violência e aumenta a ameaça de atentados na Alemanha, continuou Lafontaine. O Partido de Esquerda votou contra a prorrogação, assim como os verdes, que em 2001 haviam participado da elaboração do mandato.

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