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Mundo

Malta tem chance, mas está dividida

A democrática ilha de Malta é, economicamente, um dos mais fortes aspirantes à União Européia. Mas 30% de seus 380 mil habitantes são contra. Os malteses estão muito céticos.

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Porto de Valletta, em Malta

A República de Malta foi declarada em 1974, dez anos depois de tornar-se um Estado soberano associado à comunidade britânica Commonwealth. Seu Produto Interno Bruto (PIB) é altamente dependente do turismo e oscila muito. Em 2001, o PIB caiu 1% e, em 2002, cresceu 4%. O número de malteses favoráveis a integração do país à União Européia é praticamente o mesmo do dos adversários.

Malta tem uma superfície de pouco mais de 300 quilômetros quadrados e situa-se entre a Sicília, na Itália, e a África. Graças a sua situação econômica, a pequena ilha tem grandes possibilidades de fazer parte da UE em 2004. Mas é grande o ceticismo de seus habitantes com as vantagens que poderão ter. 40% da população querem fazer parte da UE, mas 30% são contra e o restante permanece indeciso, segundo pesquisas recentes.

Desejo & pesadelo

Para o primeiro-ministro conservador Edward Fenech Adami, a aceitação do seu país pela comunidade européia é uma conseqüência lógica das boas relações do seu país com a Europa: "Malta é claramente um país europeu e atende todas as condições para ingressar na UE. Malta sempre foi uma democracia e por isso é muito bem vista na Europa. Nós sempre tivemos boas relações comerciais com os europeus e, em conseqüência, a nossa economia é, há muito tempo, entrelaçada com a européia. Por isso estamos convencidos de que o nosso lugar é na União Européia".

Para o Partido Trabalhista, o desejo do chefe de governo representa um pesadelo. O país ainda não estaria preparado para a UE, criticam os líderes da legenda de oposição. Os partidos Trabalhista e o conservador Nacionalista se alternam no poder desde que Malta deixou de ser colônia britânica, em 1964.

A maioria é sempre constituída por apenas mil votos. De forma que, convencidos de uma vitória eleitoral em 2003, os trabalhistas já anunciaram que vão deixar de lado a possível ata de adesão de Malta à UE. Milhares de emprego estariam ameaçados de desaparecer, pois a economia nacional, generosamente subsidiada, encolheria em função da concorrência no livre mercado europeu.

Zona de livre comércio

Como alternativa, a oposição sugere que Malta faça parte de uma zona de livre comércio da UE, em vez de integrar-se a essa comunidade. A ilha seria "uma Suíça do Mar Mediterrâneo", segundo o porta-voz do Partido Trabalhista, George Vella:

"Suíça, Noruega, Islândia ou Liechtenstein estão isolados na Europa?" O próprio Vella responde sua pergunta com o "não" que motiva o slogan do seu partido: "Malta – a Suíça do Mediterrâneo".

Trabalhadores, funcionários públicos e proprietários de instalações mais simples dependentes do turismo são os que têm mais medo do futuro. Eles temem o surgimento de supermercados e grandes cadeias de comércio, que ainda são raridade em Malta.

Bênção ecológica

Poucos em Malta sabem o que é ecologia. Catalisador e reciclagem de lixo não existem. Em lugar algum do mundo, há tantos asmáticos e pessoas sofrendo dos mais diversos tipos de alergia. Por isso mesmo, as imposições ecológicas da União Européia seriam uma benção para a ilha, na opinião do presidente do Partido Verde, Harry Vassalo.

"Um ingresso de Malta traria uma grande vantagem: uma mudança no estilo de vida. As pessoas teriam que ser mais disciplinadas", argumentou o político ecologista, acrescentando que isso custaria algo para cada habitante da ilha, mas a coletividade sairia lucrando.

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