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Mundo

Malala e Satyarthi recebem Nobel da Paz

Cerimônia de entrega do prêmio, em Oslo, consagra os dois ativistas dos direitos das crianças. "Continuarei essa luta até ver todas elas na escola", afirma Malala.

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi receberam nesta quarta-feira (10/12) o

Prêmio Nobel da Paz

por arriscarrem suas vidas para ajudar a proteger crianças da escravidão, do extremismo e do trabalho forçado e por lutar pelo direito delas à educação.

O presidente do Comitê do Nobel, Thorbjorn Jagland, defendeu que todas as crianças têm direito a uma infância e à educação e que a consciência mundial "não pode encontrar expressão melhor" do que através dos dois agraciados.

Ao aceitar o prêmio, Satyarthi se referiu à globalização e à rapidez da internet e dos voos internacionais, que conectam as pessoas, mas alertou que existe uma séria desconexão no mundo atual: a falta de compaixão. "Globalizemos a compaixão", pediu o indiano, referindo-se às crianças.

"Recuso-me a aceitar que o mundo seja tão pobre, quando os gastos militares globais de apenas uma semana seriam suficientes para levar todas as nossas crianças às salas de aula", defendeu o ativista de 60 anos.

Malala, de 17 anos, é a mais jovem vencedora de um Prêmio Nobel. Ela se tornou um ícone mundial ao sobreviver a um ataque do Talibã em outubro de 2012 – que quase tirou sua vida – por insistir que meninas também devem ter direito à educação.

Assistir ao vídeo 03:27

Os laboratórios dos ganhadores do Nobel de Química 2014

Em 9 de outubro de 2012, Malala sobreviveu a um ataque de talibãs paquistaneses, que a balearam na cabeça. Após ser operada no Paquistão, a jovem foi levada para o Reino Unido para receber tratamento e onde reside atualmente para continuar a sua educação em segurança.

"Tinha duas opções: uma era ficar em silêncio e esperar que me matassem. A outra era falar e depois me matarem. Escolhi a segunda", afirmou a jovem em seu discurso na cerimônia de entrega da premiação, acrescentando que o ataque tornou-a mais forte.

A adolescente sublinhou ainda que a sua história não é única e que "muitas meninas" também são vítimas de violência, dirigindo-se às cinco amigas que convidou para a cerimônia, incluindo duas adolescentes que também sobreviveram ao mesmo ataque.

Malala enalteceu o apoio dos pais. "Agradeço ao meu pai por não cortar as minhas asas e me deixar voar", disse. "Agradeço à minha mãe por me inspirar a ser paciente e sempre dizer a verdade – que acreditamos fortemente ser a verdadeira mensagem do Islã."

Ela se comprometeu a prosseguir com os esforços em defesa dos direitos de cada criança de receber educação. "Continuarei essa luta até ver todas as crianças na escola."

A premiação para Malala e Satyarthi é também carregada de simbolismo, uma vez que seus países de origem vivem há décadas em conflito.

A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz é realizada anualmente em Oslo, na Noruega, enquanto as demais premiações ocorrem na capital da Suécia, Estocolmo.

Entre os laureados nas demais categorias do Prêmio Nobel de 2014, estão os

neurocientistas noruegueses Edvard Moser e May-Britt Moser e o americano John O'Keefe

, premiados com o Nobel de Medicina.

Shuji Nakamura, dos EUA, e Isamu Akasaki e Hiroshi Amano, do Japão

, criadores da luz LED, recebem o Nobel de Física.

O

alemão Stefan Hell e os americanos William Moerner e Eric Betzig

dividem o Nobel de Química pelo desenvolvimento da microscopia de alta resolução, enquanto os franceses

Patrick Mondiano

e

Jean Tirole

recebem, respectivamente, os prêmios de Literatura e Economia.

RC/ap/afp/lusa/dpa

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