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Mundo

Malásia nega que avião teria voado por horas depois de último contato

Investigadores americanos, citados pelo jornal "The Wall Street Journal", suspeitam que a aeronave tenha percorrido distância adicional de 3,5 mil quilômetros, chegando até o Paquistão ou outros destinos na Ásia.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines, desaparecido na madrugada de sábado passado (08/03) ao sobrevoar o Golfo da Tailândia, teria continuado no ar por pelo menos quatro horas depois de ter feito o último contato com controladores aéreos.

De acordo com investigadores americanos, citados em reportagem do The Wall Street Journal, a aeronave – que levava 239 pessoas a bordo – teria voado por uma distância adicional de 3.500 quilômetros, podendo chegar até a fronteira do Paquistão ou o Oceano Índico.

Os dados sobre o voo teriam sido obtidos a partir de informações enviadas automaticamente a partir dos motores do avião para a Rolls-Royce, fabricante do equipamento. No início das investigações, porém, a Malaysia Airlines havia dito que os motores pararam de transmitir sinais quando o contato com a aeronave foi perdido.

O jornal ainda afirma que funcionários do governo americano envolvidos no combate ao terrorismo estão investigando a possibilidade de que o piloto ou algum passageiro tenha desviado a rota da aeronave depois de ter desligado intencionalmente os transmissores. Assim, o Boeing não poderia ser rastreado por radares.

Os americanos, segundo o jornal, acreditam que a aeronave foi desviada com a intenção de ser utilizada numa outra oportunidade "para outro propósito".

Suche nach dem abgestürzten Flugzeug der Malaysia Airlines 13.03.2014

Esforço internacional: pelo menos dez países estão envolvidos em esforços de busca

As informações divulgadas na reportagem, no entanto, não foram confirmadas pelas autoridades envolvidas no caso. O ministro dos Transportes da Malásia, Hishamuddin Hussein, desmentiu a reportagem, afirmando que ela era imprecisa.

Buscas

Pelo menos dez países estão envolvidos nas operações de busca da aeronave. Nesta quarta-feira, a área vasculhada pelas equipes de resgate foi ampliada para 27.000 milhas náuticas (93.000 quilômetros quadrados).

No sexto dia de busca desde o desaparecimento do voo MH370, aviões da Malásia e do Vietnã sobrevoaram uma área na qual satélites chineses teriam mostrado imagens de "objetos suspeitos", mas nenhum sinal do Boeing 777 foi encontrado.

As autoridades envolvidas no processo de busca não descartaram nenhuma possibilidade para a causa do desaparecimento do avião. Investigadores americanos afirmaram ao The Wall Street Journal que, apesar de nenhum sinal apontar especificamente para um ato de terrorismo, a possibilidade de um ataque não foi completamente descartada.

RM/afp/ap/rtr

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