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Mundo

Malásia declara sumiço do voo MH370 um "acidente" e desaparecidos "mortos"

Anúncio abre caminho para pagamento de indenizações a familiares. Na China, parentes reagem consternados. Buscas pelo avião desaparecido em março de 2014 continuam.

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Parentes das vítimas protestam diante da embaixada malaia em Pequim

A Malásia declarou nesta quinta-feira (29/01) que o desaparecimento do voo MH370, em março de 2014, foi um acidente e que as 239 pessoas a bordo presumivelmente morreram, o que abre caminho para o pagamento de indenizações às famílias.

Passados 327 dias do acidente e com base nas informações disponíveis, é altamente improvável que alguém tenha sobrevivido, afirmou o chefe do Departamento de Avião Civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman.

"Declaramos oficialmente o voo da Malaysia Airlines MH370 um acidente [...] Acredita-se que todos os 239 passageiros e tripulantes a bordo tenham perdido as suas vidas", afirmou Azharuddin em comunicado na TV. "Espera-se que esta declaração possibilite às famílias obter a assistência que precisam, em particular por meio do processo de indenização."

O reconhecimento oficial pelas autoridades de que o desaparecimento é um acidente vai permitir às famílias das vítimas reclamar compensações e à companhia aérea recorrer às seguradoras.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março do ano passado, uma hora depois de ter decolado do Aeroporto de Kuala Lumpur rumo a Pequim.

O avião mudou bruscamente de rota uma hora depois da decolagem, sem explicação. Virou para oeste, depois sul, em direção ao Oceano Índico, onde caiu após várias horas de voo, sem combustível. Os pilotos não enviaram qualquer mensagem, mas a trajetória do aparelho pôde ser reconstituída graças aos sinais captados por satélites.

O local exato da queda do voo MH370 continua a ser desconhecido e não foi encontrado qualquer vestígio do aparelho, apesar de buscas aéreas e submarinas ao largo da costa ocidental da Austrália.

Protest von Angehörigen der Passagiere Flug MH370 in Peking 29.01.2015

Polícia contém manifestantes em frente à embaixada da Malásia em Pequim. Chineses são maioria das vítimas

Buscas continuam

De acordo com Azharuddin, a Malaysia Airlines estaria pronta para iniciar o processo de indenização para os familiares mais próximos dos passageiros desaparecidos. O governo chinês instou a Malásia a indenizar os familiares. Os chineses eram a maioria dos passageiros a bordo do voo MH370.

Na China, os familiares dos desaparecidos reagiram consternados ao anúncio desta quinta-feira. Muitos deles resistiam a aceitar a morte de seus parentes antes que restos do avião fossem encontrados.

Antes do anúncio, dezenas de pessoas protestaram em frente à Embaixada da Malásia em Pequim, exigindo que as buscas não fossem encerradas.

Em sua declaração na TV, o chefe de Departamento de Avião Civil da Malásia afirmou, no entanto, que seu país dará prosseguimento às buscas no Oceano Índico e que também está conduzindo uma investigação criminal sobre o acidente.

CA/dpa/rtr/afp/lusa

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