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Mundo

Malásia confirma que avião caiu no Índico

Premiê malaio diz que, com base em dados de satélite, constatou-se que voo MH370 teve como destino final área remota a oeste da Austrália. Malaysia Airlines informa parentes de passageiros que não houve sobreviventes.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou nesta segunda-feira (24/03) que o Boeing-777 da Malaysia Airlines, desaparecido há 16 dias com 239 pessoas a bordo, caiu numa região remota do Oceano Índico, a oeste de Perth (sudoeste da Austrália).

O local da queda é a milhares de quilômetros de distância do destino previsto do voo MH370, que desapareceu das telas dos radares civis menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, em 8 de março.

No breve pronunciamento, o premiê malaio se limitou a dizer que a constatação foi feita a partir de novos dados obtidos de um satélite do Reino Unido. Ele não mencionou as investigações sobre os motivos do desaparecimento do avião e pediu compreensão com o trabalho de buscas.

"É um local remoto, longe de qualquer ponto onde se possa aterrissar. É com grande tristeza e pesar que eu preciso informar que, de acordo com esses novos dados, o voo MH370 terminou no sul do Oceano Índico."

Antes do pronunciamento do premiê, a Malaysia Airlines enviou aos parentes dos passageiros e tripulantes do Boeing 777 uma mensagem lamentando comunicar que ninguém sobreviveu.

Estavam a bordo do avião 153 chineses, 50 malaios (12 deles tripulantes), sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um taiwanês e dois iranianos.

Malaysian Airlines Suche 24.03.2014

Avião da Força Aérea Australiana faz buscas por destroços no Oceano Índico

Possíveis destroços

Nesta segunda-feira, uma aeronave australiana localizou dois novos objetos no sul do Oceano Índico que podem ser do Boeing 777. A descoberta foi anunciada no mesmo dia em que um avião militar da China afirmou ter localizado dois grandes objetos brancos, juntamente com outros menores flutuando na mesma região.

Mas um avião de busca dos EUA, enviado ao local, não conseguiu encontrar os possíveis destroços apontados pelos chineses.

Antes da confirmação se os objetos são ou não do voo MH370, os EUA anteciparam-se e já enviaram para a região um localizador de caixa-preta, que pode captar sinais enviados pelo objeto a até 6,1 mil metros de profundidade – a área de busca onde equipes procuram por sinais do Boeing 777 tem entre 1,1 mil e 7 mil metros de profundidade.

As equipes envolvidas na operação para localizar o Boeing 777 correm contra o tempo, já que a bateria da caixa-preta do avião dura apenas 30 dias e a aeronave está desaparecida há 17.

Investigadores estudam a possibilidade de sequestro, sabotagem e falhas técnicas como as possíveis causas do desaparecimento da aeronave. A polícia da Malásia disse nesta segunda-feira que todas as eventuais suspeitas contra os passageiros estão descartadas. Os pilotos e a tripulação, no entanto, ainda estão sendo investigados.

RPR/rtr/dpa

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