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Mundo

Malásia bloqueia site que convoca protesto antigoverno

Autoridades impedem acesso a site de aliança de entidades civis pró-democracia que defende renúncia do primeiro-ministro, acusado de corrupção. Governo afirma que manifestações "prejudicam imagem do país".

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Premiê malaio, Najib Razak: manifestantes pedem saída do chefe de governo

As autoridades da Malásia bloquearam nesta sexta-feira (28/08) o acesso ao site de uma aliança de entidades civis pró-democracia, que convocou protestos em massa contra o governo no próximo fim de semana.

O grupo Bersih, que reúne ONGs independentes e grupos de direitos humanos, exige a renúncia do primeiro-ministro do país, Najib Razak, por acusações de corrupção. O governo acusa as manifestações, programadas para sábado e domingo, de serem ilegais, alegando que "ameaçam a estabilidade" e "prejudicam a imagem do país".

O site do Bersih não esteva acessível a partir da Malásia nesta sexta-feira, um dia depois que o governo disse que iria bloquear sites que disseminam informações e incentivam as pessoas a se juntarem aos protestos de dois dias na capital, Kuala Lumpur, e em outras duas cidades.

As autoridades de Kuala Lumpur negaram autorização ao grupo Bersih para protestar, preparando o terreno para um possível confronto com as forças de segurança. A polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes no último grande protesto do Bersih, em 2012.

O jornal The Star afirmou que as Forças Armadas irão intervir, caso o governo declare estado de emergência durante a manifestação. Um porta-voz militar se recusou a comentar a notícia.

A segurança será reforçada em Kuala Lumpur e muitas ruas serão interditadas quando milhares de manifestantes de camisa amarela se reunirem em cinco locais no sábado, se preparando para marchar em direção a um ponto de encontro numa área central da cidade.

Ministros de Najib admitiram que ele recebeu cerca de 700 milhões de dólares em depósitos misteriosos em sua conta pessoal a partir de 2013, uma revelação trazida à tona no mês passado por uma reportagem do Wall Street Journal.

Najib já estava sob pressão há meses, devido a acusações de que enormes somas da estatal endividada 1Malaysia Development Berhad (1MDB), fundada por Najib em 2009, haviam desaparecido.

MD/rtr/afp

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