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Economia

Mais uma tentativa de romper o gelo

Ministro alemão critica descompasso entre a situação econômica e o impulso hegemônico dos EUA, marcando a posição de Berlim no primeiro dia do encontro de empresários teuto-americanos, em Washington.

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Secretário de Comércio dos EUA, Donald Evans, e ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, em Washington

O ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, fez um apelo aos EUA para se reaproximar da Europa e, em especial, da Alemanha. “Nossa parceria transatlântica pode e deve se manter, numa época em que a Europa está se transformando e assumindo uma posição de maior destaque”, declarou o ministro no encontro de empresários teuto-alemães, em Washington, que mais tarde ainda iria se reunir com o vice-presidente norte-americano, Richard Cheney, o que inicialmente não estava previsto.

No encontro empresarial, Clement lembrou que a integração européia confere maior peso político e econômico ao continente, acrescentando que isso também seria de interesse dos Estados Unidos e dos investidores norte-americanos. Neste processo, a Alemanha teria uma posição-chave, lembrou Clement, por representar 40% do peso econômico da UE.

Lição de casa aos americanos

O ministro também se mostrou preocupado com o alto déficit norte-americano, tanto do orçamento público como do balanço de pagamentos, lembrando que a política de déficit duplo não poderá ser sustentada por muito tempo. “Todos nós sabemos que a potência política e militar de um país depende de uma sólido fundamento econômico, compatível com a situação internacional”, declarou Clement, remetendo-se ao interesse de Washington em manter sua hegemonia militar no mundo.

Quanto às controvérsias do comércio internacional, Clement propôs que a Alemanha e os EUA promovam conjuntamente as negociações por uma zona de livre comércio, dentro do contexto da Organização Mundial de Comércio. Além de reiterar que a Alemanha se empenhará em limitar as subvenções agrícolas na União Européia, ele também defendeu que a UE suspenda a proibição contra alimentos americanos geneticamente manipulados. Em contrapartida, Clement apelou pela abolição das restrições protecionistas à importação de aço nos EUA.

Empresários se empenham por reaproximação

O encontro teuto-alemão de empresários, oficialmente aberto na segunda-feira (19) em Washington, é o maior da história dos dois países. A idéia de um German-American Executive Summit partiu do embaixador alemão em Washington, Wolfgang Ischinger.

Mesmo antes de se manifestarem as primeiras tensões políticas entre a Alemanha e os EUA, ele teve a idéia de reunir empresários e políticos dos dois países. Ao longo do planejamento, que durou mais de um ano, o evento se transformou num encontro gigantesco, com mais de 100 participantes.

De fato, a lista de participantes pode ser considerada mistura dos índices DAX e Dow Jones, incluindo as cúpulas de empresas como a Lufthansa, Daimler Chrysler, Hapag Lloyd, RWE, General Electric, General Motors, Wal-Mart, entre outras.

As relações econômicas teuto-americanas são tema de duas mesas-redondas, realizadas na terça-feira (20), a portas fechadas. Uma outra meta do encontro é debater perspectivas para o crescimento econômico transatlântico.

Laços econômicos apesar de crise política

Até agora, o comércio teuto-americano parece ter passado ileso pela crise política entre os dois países. As economias de ambas as nações nunca estiveram tão sintonizadas como hoje. Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado para produtos alemães fora da União Européia. O volume comercializado entre os dois países somou mais de 120 bilhões de euros.

Na Alemanha, as empresas norte-americanas empregam cerca de 800 mil pessoas; as alemãs nos EUA, por sua vez, já geraram um milhão de empregos. De acordo com a agência alemã de comércio exterior, sediada em Washington, as importações diretas de produtos alemães nos Estados Unidos aumentaram 17,6% no primeiro trimestre de 2003, comparadas com o volume registrado no mesmo período do ano passado.

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