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Brasil

Mais do que samba e bossa nova: o Brasil na Popkomm 2006

O Brasil não é somente o maior país da América do Sul e o berço do carnaval. "Brasil" se tornou uma tendência mundial. Segundo o ministro Gilberto Gil, o país quer se tornar o líder mundial em matéria de música.

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Letreiro no piso da Popkomm mostra o caminho do pavilhão brasileiro

Verde grama e amarelo canário é a combinação de cores que mais se encontra: em bonés de beisebol, biquínis, canetas e em bandeirinhas sobre capôs. As cores alegres e vivas do Brasil invadiram a Europa – e também a área de feira da Popkomm. Elas são encontradas nas camisetas dos funcionários da feira e até mesmo impressas sobre o piso, indicando o caminho para o refúgio brasileiro.

Primeiro parceiro fora da Europa

Musik Messe Popkomm in Berlin Brasilien

Pavilhão brasileiro na Popkomm, em Berlim

Comparando com outros espaços do Centro Internacional de Convenções (ICC) de Berlim, o pavilhão 16 é pequeno. Ele engloba uma área de 200 metros quadrados e se parece justamente com aquilo que poderia se chamar de um templo da música pop: circular, guarnecido de colunas e pintado, do teto aos assentos, em um branco virginal. Neste cenário, o Brasil se apresenta como primeiro parceiro não-europeu da Popkomm.

Não se trata somente de música: catálogos turísticos de praias com coqueirais e areias brancas estão espalhados nos estandes, um ao lado do outro, e no bar são servidos café espesso grátis e salgadinhos brasileiros.

Mais do que qualquer outro país, o Brasil consegue faturar com a associações que desperta no exterior. Devido à sua relativa estabilidade política dentro da América do Sul, o Brasil avança como um procurado destino de viagem. A animação das festas de carnaval, mulheres bonitas e bons jogadores de futebol: o Brasil comercializa não somente férias e música, mas um estilo de vida – a alegria absoluta de viver. Da esperada selva tropical, entretanto, pouco se nota no Popkomm, cuja atmosfera, acompanhada de suaves sons de bossa nova, parece quase caseira se comparada aos padrões da feira.

"A música brasileira é multifacetada"

Musik Messe Popkomm in Berlin Brasilien

Cacau Brasil: de olho em público internacional

"A Popkomm é uma boa oportunidade para encontrar outros artistas e apresentar minha música a um público internacional", afirma Cacau Brasil. De fato, ele não se parece com aquilo que se poderia chamar de uma estrela brasileira: ele usa óculos e tem um ar pensativo, caprichos de estrela lhe passam ao largo. Em sua música, ele une elementos brasileiros tradicionais com a música pop moderna.

Isto é típico da cena musical brasileira, explica Iris Vobbe, funcionária da Popkomm e conhecedora do Brasil. "A música brasileira é bastante multifacetada, o espectro vai do samba, passando pelo reggae e pelo funk, até o rock", afirma Vobbe. Os diferentes estilos misturam-se entre si e com influências de diferentes países. Segundo Vobbe, esta é uma das razões para o boom da música brasileira nos Estados Unidos e na Europa.

Identidade através da música

Brasilien Kulturminister Gilberto Gil in Berlin

Gilberto Gil quer transformar o Brasil em potência musical

A peculiaridade de misturar estilos tem tradição no Brasil. Estrela da música e atual ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil explicou em Berlim, na última quarta-feira (20/09), que "a música brasileira é mais do que samba e bossa nova. Com mais de 350 diferentes estilos musicais, ela é a principal expressão cultural da cultura do meu país".

Ele gostaria de ver esta tradição cultural também dando retorno econômico. "Cerca de 80% da música que hoje é ouvida por 190 milhões de brasileiros provém de ritmos locais", diz Gil. O país quer aproveitar este sucesso também de forma internacional e, com isto, transforma-se num dos países mundialmente mais importantes na produção musical.

As chances para tal são boas. Michel Nicolau, coordenador da iniciativa para a promoção de exportações "Música do Brasil" estima que as firmas brasileiras terão, durante a Popkomm, um faturamento de 150 mil dólares. E isto é somente o começo. "A feira não serve somente para a divulgação da música junto aos consumidores, mas também para procurar contatos e para agendar shows e festivais", explica Vobbe. Nicolau espera o faturamento de 300 mil dólares adicionais depois da feira.

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