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Cultura

Mais de um terço dos alemães não usam internet

Não só idosos ainda hesitam em arriscar primeiros passos na rede mundial de computadores. Muitos consideram a web inútil; para outros, ela é complexa demais. Atlas mostra fosso digital do país.

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Curso 'Internet para Idosos', em Hannover

A internet evolui, cada vez mais, na direção de uma realidade paralela. Fazer compras, comunicar-se via email ou telefone, encontrar-se em espaços virtuais – tudo isso parece uma obviedade na sociedade da informação.

No entanto, os resultados do Atlas (N)onliner 2005 indicam que cerca de 38% dos alemães ainda vivem sem internet, um dado surpreendente, em se tratando de um dos países mais bem colocados no ranking das tecnologias de ponta.

Os offliners alemães têm, em média, 60,3 anos de idade, mas também na faixa etária de 14 a 19 anos cerca de 10% mantêm-se distantes da web. Na faixa de 30 a 49 anos, esse índice chega a 20%, conclui o estudo baseado em 50 mil entrevistas realizadas no país.

Rede inútil

Grafik Untersuchung (N)onliner Atlas 2005

Atlas (N)onliner 2005

Muitos offliners não vêem qualquer utilidade no mundo virtual e preferem gastar seu dinheiro com outras coisas. Apenas 31% deles rejeitam a internet por uma questão de princípios. Sobretudo a complexidade da rede parece assustar.

"O novo na internet é ter de interagir não só com a tecnologia, mas também com o conteúdo. O fato de uma página mudar sua aparência de um dia para outro gera insegurança", explica Jutta Croll, diretora da Fundação Chance Digital, em Berlim.

Ela acrescenta que a estruturação não-linear dos conteúdos através de links, divergindo totalmente do formato de um livro, é a maior barreira para internautas iniciantes. "O princípio do hipertexto não é óbvio para um marinheiro de primeira viagem."

Muitos desconhecedores da internet também se preocupam com o controle dos custos. Na Alemanha, uma opção para quem teme esse fator e não quer logo comprar um computador para dar os primeiros passos na rede são as bibliotecas públicas e os internet cafés.

Problemas no futuro

Ainda que a maioria dos offliners consiga viver sem a web, ela torna-se cada vez mais útil, por exemplo, como ferramenta para procurar emprego. Principalmente a transformação do setor de serviços, como bancos e correio, pode criar dificuldades para quem não é internauta, prevêem os pesquisadores.

O Atlas (N)onliner faz "uma topografia do fosso digital existente na Alemanha". Trata-se de um levantamento anual realizado pela Initiative D21 e o instituto de pesquisa de opinião pública Infratest, com o apoio do Ministério da Economia e do Trabalho e de várias empresas.

A Initiative D21 é uma parceria entre os setores público e privado que abrange mais de 200 empresas e organizações e é responsável por mais de um milhão de empregos na Alemanha.

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