Mais de 400 manifestantes são presos no Capitólio dos EUA | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 12.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Mais de 400 manifestantes são presos no Capitólio dos EUA

Centenas de pessoas se reuniram em frente ao Congresso dos EUA para protestar contra corrupção e a influência do dinheiro na política. Aumento da desigualdade tem se tornado uma questão cada vez mais debatida no país.

Assistir ao vídeo 01:17
Ao vivo agora
01:17 min

Americanos protestam contra a corrupção

Mais de 400 manifestantes foram presos por protestar ilegalmente no Capitólio, o Congresso dos Estados Unidos, informou a polícia do Capitólio na segunda-feira (11/04). A maioria foi detida acusada de "aglomeração, obstrução e incômodo", segundo comunicado policial.

Centenas de pessoas se reuniram próximo ao Capitólio dos EUA para protestar contra as quantias exorbitantes de dinheiro gasto em campanhas eleitorais e a corrupção na política. O aumento da desigualdade tem se tornado uma questão política cada vez mais discutida nos EUA.

O ato foi organizado por uma aliança de grupos civis denominada Democracy Spring (Primavera da Democracia, em tradução livre). Segundo publicação em seu site, a manifestação foi realizada "para exigir que o Congresso tome medidas imediatas para acabar com a corrupção de grande quantidade de dinheiro em nossa política e garantir eleições livres e justas".

Os manifestantes gritaram palavras de ordem como "uma pessoa, um voto" e "dinheiro fora da política". Havia também cartazes e faixas que diziam "ganhem de volta a nossa confiança", "varram o dinheiro para fora da política" e "protejam os direitos de voto".

O Democracy Spring tem suas raízes no movimento Occupy, em que ativistas montam acampamentos em locais públicos e defendem causas ligadas ao combate às desigualdades sociais e econômicas. A ascensão do Democracy Spring coincide com as campanhas presidenciais populistas do democrata Bernie Sanders e do republicano Donald Trump – ambos se posicionam publicamente contra a influência do dinheiro de campanha sobre a atuação dos políticos.

"Nós vemos o populismo em ascensão em ambos os lados do espectro [político]. Os americanos estão cansados de ver seus políticos sendo comprados e pagos", disse o coordenador de comunicação do movimento, Peter Callahan. Ele garantiu que o movimento é não partidário.

Desigualdade em ascensão nos EUA

O aumento da desigualdade se tornou tema crescente na campanha eleitoral para a eleição presidencial americana. De fato, um estudo divulgado na segunda-feira mostrou que o 1% mais rico dos americanos vivem, em média, quase 15 anos a mais do que os cidadãos mais pobres.

O estudo do economista da Universidade de Stanford Raj Chetty, publicado pelo Journal of the American Medical Association, é baseado em bilhões de dados coletados junto a autoridades americanas de impostos e previdência. O estudo mostra que os ricos vivem mais tempo, independentemente do local em que moram.

"Houve um maior aumento na expectativa de vida para os grupos de renda mais alta durante a década de 2000", afirma o texto do trabalho científico. "Por exemplo, os homens com 40 anos e na camada do 1% mais pobre da distribuição de renda possuem expectativas de vida semelhantes à expectativa média de vida de homens de 40 anos no Sudão e no Paquistão."

PV/rtr/ap/dpa

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados