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Economia

Mais de 1500 propriedades rurais interditadas

Criadores estão impedidos de abater seus animais e de vender carnes e derivados. Existe suspeita de contaminação com um hormônio que foi acrescentado a matérias-primas utilizadas no fabrico de ração animal.

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Amostras são submetidas a análises em laboratórios para detecção do hormônio

O único consolo para alguns dos pecuaristas, no momento, é que a proibição da venda de leite foi suspensa na sexta-feira (19), por determinação dos secretários estaduais de agricultura. Em nenhuma das análises realizadas foi constatada a presença do hormônio no leite.

No mais, os donos de mais de 1800 empresas rurais em praticamente toda a Alemanha estão impedidos de abater seus animais e de vender carnes e derivados. O maior número concentra-se no estado da Renânia do Norte-Vestfália, o mais próximo da fronteira com a Bélgica. Só as cidades-estado de Bremen e Berlim não foram atingidas até agora pelas medidas de interdição.

Origem na Irlanda — O escândalo, que eclodiu duas semanas atrás e foi adquirindo proporções cada vez maiores, tem suas origens na Irlanda, onde uma empresa farmacêutica forneceu para a Bélgica dejetos industriais falsamente declarados que continham acetato de medroxiprogesterona, utilizado também em anticoncepcionais.

A firma belga Bioland, por sua vez, que nesse meio tempo declarou falência, utilizou esse material na produção de xarope de glucose, fornecido a produtores de ração animal e fabricantes de bebidas. As autoridades calculam que, entre junho e princípios de julho, foram utilizadas cerca de 400 toneladas de matéria-prima contaminada com o hormônio. Os produtos foram vendidos principalmente na Alemanha, mas é provável que tenham sido fornecidos também a grande parte dos países da União Européia.

Ministra alemã exige mais transparência na agropecuária

Renate Künast, a ministra alemã da Agricultura, Alimentação e Defesa do Consumidor, do Partido Verde, defende a introdução na Europa de uma chamada "lista positiva", que contenha uma relação de todas as substâncias permitidas na produção de ração animal. No momento, existem apenas listas de substâncias proibidas, mas que nunca chegam a ser suficientemente abrangentes para cobrir todos os casos possíveis.

Em entrevista ao jornal Hannoversche Allgemeine Zeitung, a ministra acusa seus antecessores na pasta de negligência, e os representantes das entidades de classe, de bloquearem regulamentos capazes de criar maior transparência na agropecuária. A reivindicação de controles mais rigorosos no setor é compartilhada por outros políticos alemães, de diferentes partidos.

Já o comissário da Defesa do Cosnumidor da União Européia, David Byrne, rechaça a criação de uma lista positiva por considerá-la dificilmente praticável. A lista precisaria conter mais de 10.000 substâncias, e um esforço burocrático de tamanhas dimensões não seria garantia contra práticas criminosas, afirmou Byrne à revista semanal Focus.