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Mundo

Maioria européia quer mandato da ONU

A planejada guerra dos EUA contra o Iraque provocou um racha entre os aliados na OTAN e na União Européia. Como Alemanha e França, a maioria dos membros da UE quer uma resolução da ONU sobre um ataque militar.

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Alemães protestam contra uma guerra no Iraque

A pedido da Alemanha e França, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ainda não tomou uma decisão sobre o pedido de ajuda dos Estados Unidos para o caso de uma intervenção militar no Iraque. Aumenta, ao mesmo tempo, no Conselho de Segurança a resistência a uma resolução para legitimar uma guerra.

Alemanha anunciou que não votaria a favor, foi apoiada pela França, e agora os dois governos exigem mais tempo para os inspetores de armas da ONU no Iraque, além do próximo dia 27, quando o chefe da equipe, Hans Blix, entregará o seu relatório ao Conselho em Nova York.

Ao contrário da afirmativa do secretário da Defesa americana, Donald Rumsfeld, de que a Alemanha e a França seriam a "velha Europa" e que a maioria dos europeus apoiaria a posição dos Estados Unidos, a maior parte dos membros da União Européia prefere um mandato da ONU para um golpe militar. Veja a posição de cada membro da UE:

Bélgica é estritamente contra uma ação unilateral dos EUA. O primeiro-ministro Guy Verhofstadt diz que o problema é internacional e teria de ser resolvido internacionalmente. Mas ele não quer se pronunciar sobre uma participação do seu país numa guerra antes de uma segunda resolução da ONU.

Holanda prometeu ajuda aos EUA nos preparativos para uma guerra no Iraque. Haia estaria disposto a liberar o seu espaço aéreo e mísseis de defesa antiaérea Patriot para os americanos. A Holanda reagiu positivamente ao pedido de ajuda de Washington à OTAN.

Luxemburgo exige uma solução diplomática para o conflito. Se recusa a apoiar uma ação militar dos EUA e da Grã-Bretanha sem um mandato da ONU.

Suécia e Finlândia – os dois países querem uma resolução da ONU para uma guerra contra o Iraque. O premiê sueco, Göran Persson, porém, não vê "o menor motivo" para assumir a posição do seu colega alemão, Gerhard Schröder, de rejeitar principialmente uma ação militar contra o Iraque. Ele acha que o regime iraquiano tem de ser pressionado também com a ajuda dessa ameaça através da ONU.

Noruega quer, possivelmente, aliar-se à rejeição alemã a todo tipo de medida militar contra o Iraque. O premiê Kejell Magne Bondevik disse que talvez o seu país faça como a Alemanha. A Noruega também acha necessário uma nova resolução da ONU.

Dinamarca apóia a posição americana, de que a guerra pode ser feita mesmo sem uma nova resolução das Nações Unidas.

Islândia também vê necessidade de uma nova decisão das Nações Unidas e, também como a Alemanha, quer mais tempo para os inspetores de armas no Iraque.

O governo da Áustria não definiu a sua posição oficial. Mas todos os partidos políticos já se pronunciaram claramente contra uma guerra e por mais tempo para os inspetores da ONU no Iraque.

A Polônia, recentemente elogiada pelo presidente americano George W. Bush como "o melhor amigo dos EUA na Europa", já prometeu ajuda mesmo que Washington faça uma ação militar isolada. Mas Varsóvia acha que isso só deve acontecer depois de esgotados todos os mecanismos da ONU e os recursos para uma solução pacífica do conflito.

Hungria defende uma ataque militar se os inspetores da ONU provarem que o Iraque possui armas de destruição em massa. Mas de preferência com um mandato das Nações Unidas.

O Parlamento e o governo da República Tcheca apóiam os EUA. O país prometeu sua ajuda a uma guerra no Iraque, com duas ressalvas: que haja um mandato da ONU ou no caso de Bagdá usar armas de destruição em massa.

Eslovênia rejeita uma ação isolada dos EUA e da Grã-Bretanha e acha que não há motivo para a ONU legitimar uma guerra.

Bulgária só quer tomar uma posição depois de conhecer o relatório dos inspetores, em 27 de janeiro.

Romênia acha prematuro especular sobre opções. O país seria solidário com a família de nações democráticas a que pertence.

Estônia apoiaria "pelo menos moralmente" uma ação isolada do eixo Washington-Londres contra o Iraque.

Letônia quer sintonizar sua posição com a OTAN.

Lituânia – o governo do presidente recém-eleito, Rolandes Paksas, só tomará uma decisão depois de sua posse em 26 de fevereiro. Os EUA pediram ajuda do país, como direito de sobrevoar o seu espaço aéreo.

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