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Estudar na Alemanha

Maioria dos estudantes estrangeiros quer seguir carreira na Alemanha

Universitários do exterior podem ajudar a sanar falta de mão de obra qualificada, segundo estudo. Embora seja destino cobiçado, Alemanha ainda tem obstáculos burocráticos para quem quer permanecer após fim do curso.

Os estrangeiros que estudaram na Alemanha têm mais sucesso no mercado de trabalho nacional do que os formados no exterior. Esse é o resultado de um estudo apresentado nesta segunda-feira (14/10) pelo Instituto da Economia Alemã (IW, na sigla original), de Colônia, entidade ligada a associações patronais.

De acordo com a pesquisa, quem completa os estudos universitários no país tem maior probabilidade de encontrar emprego bem pago, por dispor de qualificações profissionais em alta demanda. Segundo Wido Geis, um dos autores do estudo, a pesquisa considerou estudantes estrangeiros de engenharia, matemática e ciências naturais, áreas especialmente cobiçadas pelas médias empresas e firmas industriais da Alemanha.

Alemanha como local de estudos e carreira

Hans-Peter Klös Geschäftsführer Institut der deutschen Wirtschaft Köln

Hans-Peter Klös, diretor do IW

"Os imigrantes formados no país podem ser uma parte decisiva da solução para a crescente da falta de mão de obra qualificada na Alemanha", conclui Hans-Peter Klös, diretor do departamento de política de formação profissional no IW.

"Nos próximos anos serão necessários cerca de 640 mil profissionais qualificados, e 150 mil por ano, para que se mantenha constante o número de empregados na Alemanha." Ele prevê um agravamento da carência de mão de obra nos próximos tempos, uma vez que os trabalhadores de anos demograficamente fortes se despedem da atividade profissional, sendo substituídos pelas gerações em que houve menos nascimentos.

"A boa notícia é que as escolas superiores alemãs são atraentes para os estudantes estrangeiros", acrescenta Klös. Segundo dados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Alemanha está entre os três principais endereços universitários do mundo, ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Hamburger Unis werben um Auslandsstudenten

Estudante indiano se inscreve na Universidade Técnica de Hamburgo

"Além disso, os estudantes estrangeiros vêm para ficar", observa Klös, lembrando que após concluir seus cursos, 80% deles conseguem imaginar uma carreira profissional na Alemanha. Segundo o estudo do IW, cerca de um terço do grupo tem a intenção de permanecer três anos ou mais, o que é um grau de conexão com o país bem mais alto do que o registrado na França, Holanda ou Reino Unido.

Os pesquisadores se manifestaram surpresos pelo fato de que "quase a metade dos estudantes estrangeiros que frequentam as escolas superiores alemãs permanece no país". Isso torna a admissão desses jovens também atraente para os estados alemães que arcam com a maior carga do financiamento da formação universitária, segundo Hans-Peter Klös.

Burocracia é obstáculo

No entanto, a realização dos prognósticos extremamente otimistas do IW depende de forma decisiva de a política de educação na Alemanha retirar os obstáculos do caminho. Entre os estudantes estrangeiros, ainda é especialmente alta a quota dos que interrompem os cursos.

Os pesquisadores apontam a falta de conhecimento do idioma como causa principal para o fracasso de muitas carreiras universitárias no país. Muitos estudantes igualmente se defrontam com o problema de que seu visto de permanência se esgota com o fim do curso.

Há também necessidade de medidas em relação à mão de obra estrangeira para as profissões técnicas. Nos últimos dois anos, Berlim empreendeu esforços consideráveis no sentido de interessar jovens aprendizes dos países europeus em crise econômica – como Grécia, Espanha ou Portugal – por uma dupla formação profissional no país.

14.05.2013 DW DEUTSCHLAND HEUTE Spanische Azubis

Aprendiz espanhol numa empresa alemã

"Em muitos casos, porém, os obstáculos burocráticos alemães para os aprendizes estrangeiros são tão grandes, que um grande número de potenciais profissionais qualificados acaba recuando", observa Hans-Peter Klös. As consequências são graves.

"Quatro entre cada dez empresas que têm problemas em ocupar suas vagas, procuram atualmente mão de obra com dupla formação, sem sucesso", ressalta o vice-diretor executivo da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), Achim Dercks, em entrevista ao jornal Welt am Sonntag:

Os pesquisadores da IW incluem uma reivindicação em seu relatório: que a política cuide logo para que jovens imigrantes consigam mais facilmente a necessária permissão de trabalho, para poderem acumular experiência profissional, através de estágios e contratos de prestação de serviços.

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